Brasil avança em opções para a 5G

Especial Futurecom 2017 – As iniciativas que os diferentes países realizam em preparação para a implantação da quinta geração da tecnologia móvel estão assumindo uma preponderância global. Dentro dessas políticas, as políticas relacionadas ao espectro são de grande importância em termos de planejamento.

Durante uma reunião preparatória para a conferência de radiofrequências e a União Internacional das Telecomunicações (UIT), realizada em Abu Dhabi, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) do Brasil apresentou um estudo que demonstrou a probabilidade técnica de usar o faixa de 26 GHz (que tem a extensão 24,25 GHz a 27,5 GHz) para a próxima geração de telefonia móvel: 5G.

O anúncio foi realizado durante o Futurecom 2017. O principal evento tecnológico do Brasil, realizado na cidade de São Paulo, a 5G Américas participou dos debates e também realizou a quarta edição do 5G Americas Wireless Technology Summit, um workshop com a participação de palestrantes e panelistas de diferentes países das Américas.

A preocupação do Brasil e de outros países que utilizam as soluções de satélites de forma intensiva é evitar interferências entre esses dois serviços nos limites do espectro. É importante notar que a banda Ka utilizada para oferecer serviços de satélite de banda larga está ocupando o espectro entre 27 GHz e 30 GHz. O estudo apresentado pela Anatel confirma que a 5G, se fosse implantada na faixa de 27,5 GHz, não causaria interferência na transmissão por satélite, um problema que preocupava alguns países como a Rússia.

Através desta contribuição, a Anatel procura fortalecer a escolha de uma futura faixa de espectro para serviços 5G pela UIT. Se o uso desta parcela do espectro for aprovado, um total de 3.250 MHz será reservado para os próximos serviços de rede móvel.

É de importância internacional que haja uma harmonização nas bandas de espectro que serão atribuídas aos serviços 5G. Principalmente porque a tecnologia será fundamental para o desenvolvimento da Internet das Coisas (IoT) dentro da banda larga móvel. Nas Américas, por exemplo, existem vários países que suportam o uso de frequências de 3,3 GHz para 3,4 GHz e de 3,6 GHz para 3,7 GHz para serviços 5G, além do já aprovado 3,4 GHz a 3,6 GHz.

É importante notar que o Brasil já apresenta progresso na 5G. Através do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação (MCTIC), o país participou de um acordo de cooperação tecnológica com a União Europeia, Estados Unidos, Coréia do Sul, Japão e China para o desenvolvimento da tecnologia 5G. Isso será parte da pesquisa para a padronização e implementação da nova geração de tecnologias móveis.

O governo brasileiro também assinou vários acordos de cooperação com a União Europeia e a Coréia do Sul com o objetivo de trocar informações e experiências sobre esse tipo de tecnologia. Para este fim, o Projeto 5G Brasil foi assinado para promover a construção do ecossistema da nova geração de serviços móveis.

Outra das ações anunciadas pela Anatel é a condução de uma consulta pública, possivelmente no início do próximo ano, para tratar sobre as frequências que serão destinadas à 5G. Mesmo antes da decisão da UIT na Conferência Mundial 2019 (WRC-19) sobre o espectro utilizado para essa geração. A idéia é levar as bandas de 26 GHz e 40 GHz para consulta, modificando sua canalização.

Tanto o Projeto 5G Brasil quanto os estudos destinados a aumentar as bandas de frequência para fornecer serviços de banda larga móvel em 5G são um avanço importante no mercado TIC e em termos de aumentar a conectividade no Brasil. Especialmente se alguém considerar que a 5G será uma tecnologia fundamental para melhorar a entrada da IoT nos serviços móveis.

Este tipo de tecnologia terá um forte impacto não só nas economias dos países. Mas também no uso das TIC em diferentes setores, como educação, saúde, segurança, bancário e outros. Em outras palavras, o aprimoramento dos serviços 5G e das tecnologias IoT permitirá o desenvolvimento das TIC para melhorar a qualidade de vida dos habitantes do país.

A identificação de bandas de espectro radioelétrico para serviços de banda larga móvel é de grande importância para a indústria, ao mesmo tempo que permite previsibilidade para a indústria para trabalhos futuros. Nesse sentido, as políticas públicas que buscam aumentar a quantidade de espectro atribuído aos serviços de banda larga sem fio são uma iniciativa importante para o futuro, pois aumentam a conectividade e estimulam o investimento da indústria nesse sentido.

Também é importante que sejam implementadas outras políticas públicas voltadas para a proliferação de serviços móveis. Estes incluem a redução de impostos nos terminais de acesso, o que os torna mais acessíveis para a população e aumenta a penetração desses serviços; e sobre os componentes das redes móveis.

Como pode ser visto, a proposta sobre a qual a Anatel avançou na UIT constitui uma oportunidade para melhorar o desenvolvimento dos serviços para a futura 5G. Desta forma, é alcançado um passo necessário para a evolução da conectividade móvel, não só no país, mas também a nível regional, permitindo que as TIC tenham ainda mais influência no desenvolvimento do país e na melhoria da qualidade de vida de seus habitantes.

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