Brasil aposta em tecnologias 4.0 para o agronegócio

A inclusão das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) é uma ferramenta que os países da região dispõem para fortalecer os diversos setores da economia. No caso da agricultura, a integração das TIC permite melhorar a produtividade e fomentar o avanço de novos planos produtivos e comerciais.

Nesse sentido, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e os Ministérios da Agricultura (MAPA), da Economia (ME) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançaram o programa Agro 4.0. Serão investidos até R$ 4,8 milhões (US$ 905 mil) em 14 projetos piloto de adoção e disseminação de tecnologias 4.0.

O programa visa promover, por meio dessas tecnologias, o aumento da eficiência e da produtividade do setor. Também busca reduzir custos para o agronegócio no país. Para isso, foi realizado um concurso para estimular o uso das tecnologias 4.0 por produtores rurais e agroindústrias em suas unidades produtivas, fazendas e fábricas. As propostas de projetos dessas empresas podem ser feitas em convênios com outras instituições.

O objetivo do programa é viabilizar uma maior quantidade de iniciativas de tecnologia digital no setor agrícola para aumentar a eficiência, produtividade e redução de custos dos produtores. O edital contempla quatro categorias relacionadas à cadeia produtiva do agronegócio, incluindo empresas dos setores primário, secundário e terciário.

Assim, a iniciativa visa estimular o ambiente de inovação digital no setor agrícola por meio de soluções práticas aplicadas à cadeia de valor, bem como a geração de novos ecossistemas produtivos. Dessa forma, busca avançar rumo ao futuro do agronegócio com soluções digitais.

O programa identifica temas de aplicação para cada categoria onde os projetos estão alinhados: segmentos de insumos (fertilizantes, máquinas e equipamentos), segmentos primários (agricultura, pecuária, pesca), segmento secundário (fabricação de produtos alimentícios) e integração de segmentos, onde os serviços estão incluídos.

Nas três primeiras categorias há um total de R$ 300 milhões (US$ 56 milhões) em aportes, enquanto na última categoria há um total de R$ 600 milhões (US$ 112 milhões). Os projetos selecionados serão conhecidos ao longo de 2020 e terão até 12 meses para se desenvolverem até a apresentação dos resultados.

Por outro lado, o Plano Câmara Agro 4.0 visa promover ações de expansão da Internet na agricultura e estimular a aquisição de tecnologias e serviços inovadores no meio rural. Nesse sentido, o programa ABDI Agro 4.0 foi elencado no último encontro com uma das iniciativas acompanhadas pela Câmara.

Sendo assim, o Plano da Internet das Coisas (IoT.Br) busca estrategicamente aumentar a inovação e a competitividade do Brasil em diferentes setores, que foram definidos como prioritários pelo MCTI, entre os quais  se encontra a agricultura. Então, as aplicações IoT e outras aplicações 4.0 que vão desde a coleta de dados para melhorar o setor à aplicações valiosas para capacitar o setor.

É importante que as autoridades do setor acompanhem essas iniciativas com planos que visem a implantação de acesso à banda larga em áreas rurais. A aplicação de LTE e 5G pode se tornar uma grande impulsionadora do setor quando associada a IoT ou aos serviços analíticos.

Nesse contexto, os planos que buscam alocar porções maiores de espectro de rádio para serviços de acesso de banda larga móvel tornam-se importantes. Bem como a geração de agendas regulatórias para as próximas licitações de espectro que permitam às operadoras planejarem com eficiência a implantação de novas redes.