Bandas milimétricas: América Latina ainda se encontra na fase de estudo

Porto Rico, Ilhas Virgens Americanas e Uruguai já contam com bandas mmWave em uso
Chile alocou a banda de 26 GHz e o Brasil espera fazê-lo este ano
Na maior parte dos países da região, estas frequências ainda se encontram em estudo

São Paulo, 29 de janeiro de 2021 – As bandas milimétricas ou mmWave terão um papel fundamental para o desenvolvimento das telecomunicações sem fio a partir da chegada da 5G. Estas frequências, que incluem os intervalos entre 30 e 300 MHz, e também algumas bandas mais baixas como de 26 GHz e 28 GHz serão de suma importância para o desenvolvimento pleno da quinta geração de tecnologias móveis. Devido à sua grande largura de banda para a transmissão de dados, ela será fundamental para o desenvolvimento de casos de uso de eMBB, (enhanced Mobile Broadband) em áreas urbanas densas e cenários de uso similares.

De acordo com o documento Understanding Millimeter Wave Spectrum for 5G Networks publicado recentemente pela 5G Americas, cerca de 100 GHz de espectro radioelétrico em bandas milimétricas tem sido identificado para futuras redes 5G.

Na América Latina, os pioneiros no uso destas frequências são Porto Rico, Ilhas Virgens Americanas e Uruguai, que já contam com algumas destas bandas para uso comercial, segundo o relatório da 5G Americas, Bandas de Ondas Milimétricas (mmWave) para 5G na América Latina e no Caribe.
Enquanto isso, o Chile recentemente concluiu um processo de alocação para a banda de 26 GHz, segundo informaram as autoridades do país. Esta mesma frequência deve ser alocada também pelo Brasil ainda neste ano.

Por sua vez, países como Costa Rica, México, Colômbia e Peru, as bandas milimétricas se encontram em estudo por parte das autoridades locais, enquanto que em outros como Argentina e Panamá foram deixadas reservadas, ou seja, suspenderam a alocação de novas permissões a espera de uma decisão das autoridades sobre seu destino.

O principal atrativo das bandas milimétricas reside em sua grande largura de banda. Contudo não estão isentas de desafios: sua propagação é mais reduzida que o espectro abaixo de 6 GHz, e os sinais podem ser atenuados por barreiras físicas ou algumas condições climáticas. Além disso, seu aproveitamento requer redes com mais densificação de infraestrutura e componentes eletrônicos mais sofisticados para adaptar os equipamentos mmWave aos dispositivos de rede e aos terminais.

A alta densidade de infraestrutura necessária implica a instalação de mais fibra óptica e small cells nas cidades mais densamente povoadas, o que é importante para agilizar os procedimentos de autorização de infraestrutura. Em alguns casos, requer revisar os regimes de administração de espectro para adaptar às características das bandas mmWave elementos como limites de espectro, áreas de cobertura e mecanismos para a alocação efetiva de recurso. [Download]

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