Banda Larga móvel impulsiona e moderniza Telessaúde na América Latina

As redes de banda larga móvel apresentam uma grande oportunidade para viabilizar a expansão de serviços de Telessaúde em zonas rurais e de baixo poder aquisitivo na América Latina. A rápida expansão das redes sem fio e as velocidades que oferecem as redes 4G LTE viabilizam a implementação de soluções avançadas para este setor. Assim como também oferecem a oportunidade de potencializar os diferentes planos desenvolvidos por Governos da região que combinam as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) com a Saúde.

Os serviços sem fio de telecomunicações apresentam uma oportunidade para potencializar as iniciativas de Telessaúde a partir de sua capacidade de ampliar a cobertura para setores da população que encontram-se distantes dos grandes centros urbanos. Desta forma, constituem uma ferramenta importante para ajudar as sociedades a desenvolverem-se economicamente e socialmente, segundo indica o estudo Telessaúde na América Latina em 2016 publicado pela 5G Americas.

O estudo destaca que quando se criam novas condições para potencializar o desenvolvimento e adoção de novas tecnologias de banda larga sem fio, os estados também aumentam o número de entidades que podem beneficiar-se por meio de serviços e aplicativos de Telessaúde e TeleMedicina. Neste sentido, explica-se que as conexões sem fio com muito baixa latência que transmitem dados em altas velocidades podem viabilizar estes serviços em procedimentos cirúrgicos ou que necessitam de um rápido diagnóstico. Embora seja evidente que, para alcançar este objetivo é necessário que existam condições apropriadas para que tecnologias como LTE e LTE-Advanced (LTE-A) aumentem sua cobertura em diferentes mercados da região.

No estudo, também destaca-se a necessidade de que os governos busquem aumentar a participação de seus players do setor TIC em suas iniciativas de Telessaúde aumentando sua intervenção não somente por meio de conectividade, mas também por meio da criação – ou promoção – de aplicativos e conteúdos para estes fins.

Particularmente, de acordo com o estudo, a inclusão de aplicativos móveis destinados à Telessaúde serão mais importantes no médio prazo, uma vez que tecnologias móveis para Internet das Coisas (CloT) serão mais desenvolvidas. Principalmente, a conexão por meio de redes de banda larga móvel de objetivos, máquinas e dispositivos que não contam com a participação de humanos.

Os serviços de banda larga móvel desempenham um papel importante na fase preventiva. A recente proliferação de aplicativos destinados ao controle e prevenção de diferentes doenças confirmam uma oportunidade para massificar este tipo de práticas, principalmente a partir de uma maior penetração de telefones inteligentes nos mercados. Esta última opção é importante em ambientes onde estes dispositivos possuem maior quantidade de usuários dia a dia e possam cumprir funções cada vez mais complexas.

Porém, destaca o estudo, é importante que os estados realizem os esforços necessários para que aumente a penetração dos smartphones na população. Principalmente enfatiza a redução de carga imposta que possui este tipo de bem na maioria dos mercados da região.

Além disso, o documento marca a importância de aumentar a colaboração entre os governos, o setor TIC e o de Saúde para potencializar o acesso à serviços sanitários para todos os habitantes. Ressalta que o trabalho conjunto dos setores público e privado é um passo necessário para melhorar as práticas relacionadas à saúde, atendimento em cada um dos setores com papel determinado que lhes possibilite desenvolver-se.

Para levar adiante estas explicações o documento considera diferentes órgãos internacionais como a “Comisión Económica para América Latina y el Caribe” (CEPAL), a “Organización Panamericana de la Salud” (PAHO), o “Programa de las Naciones Unidas para el Desarrollo” (PNUD), a “Organización Mundial de la Salud” (OMS) e a “Unión Internacional de Telecomunicaciones” (UIT), sobre a implementação das TIC para potencializar os serviços sanitários.

Dentro do estudo também refletem diferentes casos de êxito da implementação das TIC no setor da Saúde. Entre elas analisam-se as políticas nacionais de telemedicina por região da Organización Mundial de la Salud, a utilização de jogos e TIC voltados para crianças com autismo no Brasil, o desenvolvimento de aplicativo móvel para balancear a alimentação no Peru, a realização de cursos massivos abertos online (MOOC) de medicina na Venezuela, entre outros exemplos na região.

O documento faz parte de uma série de pesquisas realizadas pela 5G Americas no intuito de considerar o desenvolvimento das TIC do ponto de vista de um alcance horizontal, que permita a convergência do trabalho de diferentes setores para potencializar e melhorar a qualidade de vida dos latino-americanos, com foco principal nas redes de banda larga sem fio, refletindo as diferentes iniciativas, serviços e tendências sobre o uso das tecnologias para o desenvolvimento social.

O relatório Telessaúde na América Latina 2016 pode ser baixado aqui.

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