Aumenta o uso do comércio móvel no Brasil

Especial Futurecom 2017 – A inclusão das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) nos diferentes âmbitos da vida cotidiana modificam os costumes no dia-a-dia dos cidadãos. As tecnologias móveis transformam-se em uma janela para a comercialização de diferentes produtos, potencializando não apenas as oportunidades dos comerciantes, mas também as opções de compra dos usuários.

No Brasil, ao menos a metade (52%) dos usuários que compram mercadorias físicas, o fazem por meio do celular associando ao cartão de crédito. E 31% deles alegam que seu meio de pagamento favorito para as compras em apps e sites móveis é por boleto bancário. Entretanto, outros 14% tem preferência pelo uso de bilhetes digitais, como exemplo o Paypal.

Os dados correspondem aos resultados preliminares da nova pesquisa do Panorama Mobile Time/Opinion Box. Que foi difundida durante o Futurecom 2017, principal evento de TIC do Brasil que aconteceu em São Paulo. Do encontro, também participou a 5G Americas, por meio da 4ª. Edição do 5G Americas Wireless Technology Summit, um workshop composto por palestrantes e panelistas especialistas em telecomunicações de diferentes países das Américas.

Nos números refletidos na pesquisa chama a atenção a alta preferência dos usuários pelo boleto bancário como forma de pagamento. Ainda que esta circunstância poderia ser explicada pela baixa penetração que possui o cartão de crédito no Brasil, assim como também por certa reserva ao usá-lo devido às medidas de segurança. Trata-se de uma tentativa de resolver, pelo fato de que não há aplicações de comércio móvel, mas não é amigável para o usuário.

Por sua vez, 81% dos pesquisados reconhecem que uma oferta de navegação gratuita faz a diferença na eleição de um aplicativo para fazer suas compras. Solução que já foi adotada por um grupo de vendedores online, onde o usuário pode navegar buscando ofertas sem que desconte dados de seu plano.

Durante o último ano, a proporção de internautas brasileiros que fizeram compras de mercadorias físicas por meio de um app ou site móvel se manteve em 71%, e o grande salto foi durante o ano anterior, entre setembro de 2015 e o mesmo mês de 2016, onde houve aumento de 30 pontos percentuais. Peso da base de compradores não criados, a análise é repleta de experiências de compra e venda, mais de 75% dos compradores destacam que costumam recorrer assiduamente a esta forma de comércio para moda.

Em geral, os compradores móveis do Brasil estão satisfeitos com a experiência de compra por meio do celular. Em uma escala de 1 a 5, 84% deram notas entre 4 e 5, para a satisfação com o comércio, 13% em 3%, e apenas 3% entre 1 e 2.

O desenvolvimento do comércio móvel se transforma em uma grande oportunidade para o Brasil, aumentando as opões da população para iniciar suas atividades comerciais e potencializando os pequenos produtos do mercado. De alguma forma, geram maiores possibilidades para o crescimento econômico e o emprego, permitindo que existam novos atores no setor de vendas varejistas.

No entanto, para que este tipo de alternativa de comércio tenha um desenvolvimento de sucesso é necessário que existam duas condições: a primeira é o desenvolvimento do mercado de banda larga móvel. Ou seja, que existam no setor móvel, condições adequadas e uma alta penetração para o avanço do m-commerce. A segunda é uma maior quantidade de pessoas incluídas no setor bancário, o que permitirá um maior desenvolvimento de cartões de crédito e ampliaria o acesso dos cidadãos.

Para cumprir a primeira condição, é necessário que as autoridades administrativas do país realizem uma série de estratégias destinadas a potencializar a conectividade. Entre elas, destaca-se a disponibilidade de espectro radioelétrico destinado à banda larga sem fio, assim como também a geração de uma agenda de entrega deste bem escasso para poder gerar previsibilidade na indústria e dessa forma melhorar as condições de investimento.

Outra das políticas que deve ser contemplada é a redução imposta nos terminais de acesso, particularmente nos smartphones. Este tipo de medida potencializa a aplicação dos produtos melhorando as opções para que aumente a penetração. Por outra parte, é necessário que também se reduza a carga tributária imposta para os componentes das redes de telecomunicações, permitindo, desse modo, que seja potencializada a construção de novas redes de telecomunicações, para que as novas tecnologias ganhem desenvolvimento.

Como pode-se observar, existem grandes oportunidades para o crescimento de m-commerce no Brasil. No entanto, é fundamental que as autoridades gerem condições propícias para aumentar a penetração dos serviços de banda larga móvel.

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