Até 2025 haverá 85 milhões de terminais 5G na América Latina, segundo a Counterpoint Research

A consultoria informa ainda que a 5G, até o presente momento, não decolou na região devido à escassez de redes e equipamentos a preços competitivos, mas aponta que este panorama sofrerá mudanças radicais a partir de 2022

SÃO PAULO, 5 de maio de 2021 – Na América Latina, 80% do mercado de smartphones está abaixo da faixa dos 200 dólares. Então precisamos de dispositivos que realmente cheguem a esse preço para que o mercado tenha êxito. Nesse contexto, há dois problemas: por um lado não há redes o suficiente na região e não há chips a nível global. Por isso que os vendedores e os fabricantes de dispositivos ainda não estão promovendo a tecnologia 5G através da oferta de dispositivos suficientemente competitivos”, explicou Tina Lu, Analista Principal da Counterpoint Research.

Durante o webinar “O papel dos dispositivos no crescimento da 5G na América Latina”, organizado pela 5G Americas, a especialista afirmou que “isso vai mudar a partir de 2022. Até 2025 teremos 85 milhões de unidades entre smartphones e outros dispositivos 5G na região. Brasil, Chile e México vão liderar o crescimento no curto prazo”.

A velocidade de venda de dispositivos 5G a nível global será muito mais rápida que a de sua antecessora, a 4G, de acordo com a consultoria de mercado Counterpoint Research. “Somente no terceiro ano de adoção da 4G chegamos aos 83 milhões de dispositivos conectados e no quarto ano foi atingida a marca de 200 milhões. Agora, quanto à 5G, estimamos que para o terceiro ano de comercialização da tecnologia já teremos cerca de 565 milhões de dispositivos vendidos. A previsão é que no sexto ano haja 1 bilhão de dispositivos habilitados para a 5G, contra 900 milhões da 4G”, afirma Lu.

“Para este ano, são previstos 570 milhões de dispositivos 5G produzidos no mercado mundial. Isso pode ser alcançado porque o valor pode cair vertiginosamente. Em 2019, esperávamos que o preço médio do aparelho 5G chegasse a US$ 484 até 2024. No entanto, ano passado reduzimos a projeção para US$ 371, já que as empresas fabricantes de chips estão lançando produtos mais baratos”, explica.

“Ainda que para a América Latina o custo de US$ 371 seja alto, é um valor apenas 20% mais caro que a média global do mercado. Em três ou quatro anos veremos que o preço dos dispositivos cairão, assim como o que vemos hoje para os dispositivos 4G e 3G. Em algumas regiões já existem equipamentos 5G de entrada (entry level) que custam cerca de US$ 140, lançados no final do ano passado”, concluiu o analista.

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