Assim será o futuro das comunicações por voz com a 5G

  • A VoNR, tecnologia que habilitará chamadas de voz nas novas redes de comunicação sem fio 5G, será a chave para migrar a infraestrutura legada e permitir a reutilização do espectro.
  • Durante a transição de tecnologia, será necessário um processo baseado em fases para garantir a continuidade dos serviços de voz

SÃO PAULO, 26 de julho de 2021 – Com o desenvolvimento primário das redes 5G, uma nova etapa também se inicia para as comunicações de voz.  A Voz sobre Novo Rádio (VoNR, Voice over New Radio) proporcionará oportunidades atrativas para melhorar a qualidade de voz, reduzirá custos operacionais para operadoras e facilitará a migração de tecnologias de rede para que sejam mais rápidas, da mesma forma que a Voz sobre LTE (VoLTE, Voice Over LTE) fez anteriormente com serviços de voz tradicionais em redes 2G e 3G.

Boa parte da indústria de telecomunicações adotou um processo para introduzir a tecnologia 5G em fases em suas redes existentes. Tal abordagem começou com a chamada arquitetura não autônoma (NSA, Non-Standalone), na qual os nós LTE (eNodeB) servem como âncora de controle para o nó 5G (gNodeB). Sob essa arquitetura, os serviços IP multimídia (IMS), incluindo chamadas de voz, usarão a rede LTE sem impactar a sinalização do plano de controle. Os usuários terão a mesma experiência que na VoLTE.

Quando a 5G autônoma (SA, standalone) atingir a maturidade, as arquiteturas NSA e SA coexistirão nas redes das operadoras. Em áreas onde a 5G SA estiver disponível, será de extrema importância que todos os serviços de voz funcionem adequadamente.

Nas áreas geográficas onde a cobertura 5G não estiver disponível, o sistema EPSFB (Evolved Packet System Fall Back) será a solução temporária, permitindo que as chamadas sejam redirecionadas para VoLTE onde existe 4G LTE, de forma semelhante como o Circuit Switch Fallback (CSFB) funcionava no início das implantações LTE.

A VoNR desempenhará um papel fundamental no auxílio às operadoras ao migrarem de redes legadas, como a 2G e a 3G, ajudando assim a acelerar a reutilização desses espectros de rádio. Para isso, será de extrema importância para as operadoras continuarem promovendo o ecossistema de dispositivos que podem suportar as tecnologias 5G autônomas (SA, standalone) e VoNR. (Download)