As TIC como oportunidade de emprego para mulheres de populações vulneráveis no Peru

As opções para reduzir a Exclusão Digital envolvem diferentes abordagens que não somente questões de renda ou áreas onde essas pessoas residem, mas também outros temas como idade ou sexo. Neste sentido, a possibilidade de aumentar as abordagens das mulheres às Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) também tem repercussões positivas no momento de aumentar a inclusão da população.

No Peru, a Universidad San Ignacio de Loyola (USIL), de acordo com seu princípio de Responsabilidade Social, e em conjunto com a Cisco Networking Academy, apresentaram a Red de Empleabilidad (RDE) em TIC para mulheres e pessoas com habilidades diferentes. A iniciativa busca orientar e informar este segmento da população sobre as possibilidades de emprego relacionadas às TIC.

O projeto foi desenvolvido pelos alunos, ex-alunos e docentes da Engenharia Informática e de Sistemas da USIL. Seu objetivo é ser o mediador entre as diferentes empresas e organizações que necessitam de pessoal qualificado em TIC e mulheres ou pessoas com capacidades diferentes que buscam emprego. Desta forma, busca-se contribuir com 5 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) do Programa das Nações Unidas: educação de qualidade; igualdade de gênero; trabalho decente e crescimento econômico; e redução das desigualdades.

Assim, o programa tem como objetivo que o setor privado possa aproximar-se de maneira mais efetiva da sociedade, oferecendo alternativas de trabalho e progresso. Desta maneira, busca-se que o sucesso de ambos os setores seja compartilhado, para dessa forma, ser explicito o benefício que as diferentes organizações oferecem para a sociedade.

É importante reforçar que os trabalhos relacionados com as TIC possuem cada vez mais importância no futuro. A atual era digital confirma um desafio para o mercado de trabalho, que deverá adaptar-se aos requerimentos da próxima década, onde o uso das novas tecnologias terá uma importância cada vez maior. Neste sentido, a preparação das mulheres e pessoas com capacidades diferentes confirma uma alternativa interessante que corresponde à sua inclusão no mercado de trabalho.

A USIL conta com quase 50 anos de história no desenvolvimento de diferentes empreendimentos globais a partir da educação para fomentar líderes empreendedores. Da mesma maneira, esta instituição de ensino superior promove a prática da Responsabilidade Social, um de seus pilares institucionais, entre os membros da comunidade universitária. Para isto, foca em recomendar e promover este valor através de diversas atividades para benefício da sociedade e do mundo.

Por sua vez, a Cisco Networking Academy tem como objetivo identificar e desenvolver as habilidades para as pessoas e empresas de modo que possam prosperar em uma economia digital. Para isto, conta com uma plataforma de aprendizagem online exclusiva que possibilita o desenvolvimento profissional e a colaboração de maneira dinâmica e participativa.

Ambos os órgãos, em conjunto com a RDE, trabalham na inclusão das mulheres e das pessoas com capacidades diferentes no mercado de trabalho por meio da utilização das TIC. No entanto, estes esforços requerem também o apoio de parte do setor público. Ou seja, é necessário que gerem condições para que o mercado digital peruano possa gerar maior quantidade de emprego.

Neste sentido, é necessário que se inicie pelas necessidades mais básicas, como a conectividade. Garantir o acesso à banda larga no mercado é fundamental para aumentar a inclusão da população no mercado digital. Em particular, tecnologias de banda larga sem fio robustas como a LTE, que possibilitam que os usuários possam conectar-se em altas velocidades enquanto permite que as operadoras tenham um rápido desenvolvimento no mercado, alcançando assim coberturas em áreas rurais.

Neste sentido, a disponibilidade de espectro radioelétrico para serviços de banda larga móvel é uma medida necessária a ser tomada por parte do governo. Uma maior quantidade de bandas disponíveis para este tipo de tecnologias oferecerá maiores oportunidades de acesso aos usuários. Da mesma forma, a redução de travas burocráticas para o desenvolvimento de redes de telecomunicações forma outra medida positiva para o aumento da conectividade no mercado.

Assim, a redução imposta para os terminais de acesso é uma das políticas que possibilita o aumento da conectividade. Ao ser mais acessível, os dispositivos ganham maior penetração nos mercados. Neste sentido, os smartphones confirmam ser cada mais uma ferramenta de conectividade e acesso para os cidadãos.

Como pode-se observar, a iniciativa realizada no Peru é muito positiva para aumentar o acesso às TIC de um setor da população que normalmente é banido. No entanto, é necessário que estas iniciativas de caráter privado tenham apoio do setor público com políticas que propiciem a conectividade, para assim ter um efeito positivo.

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