As bandas médias de espectro radioelétrico serão a base para as novas redes 5G na América Latina

Novas atribuições e autorizações da banda de 3,5 GHz impulsionam implantações da 5G na região em 2022

SÃO PAULO, 15 de junho de 2022 – A maioria das redes móveis 5G na América Latina e no Caribe foram implantadas em espectros de “bandas médias”, como a banda de 3,5 GHz, ganhando especial importância durante 2022. A 5G Americas publicou hoje seu novo estudo “Panorama do espectro de bandas médias para redes móveis na América Latina”, que analisa a situação das faixas de frequência para serviços móveis nas faixas de 1GHz à 6GHz na região.

O estudo identifica que entre 2021 e 2022 houve avanços no desenvolvimento e implementação de redes 5G na região associada à banda de 3,5 GHz. Especificamente, no Chile, México, Peru e República Dominicana foram anunciadas ativações de redes 5G da faixa de 3,5 GHz. No caso do Brasil, a faixa de 3,5 GHz foi licenciada com sucesso no “Leilão da 5G” do quarto trimestre de 2021, mas as regras do leilão estipulam que a faixa pode ser utilizada em redes 5G autônomas (5G SA) até depois do segundo trimestre de 2022.

Esta nova publicação da 5G Americas informa que as redes 5G foram ativadas na região com o uso de outras “bandas médias”, especificamente as de 1,7/2 ,1 GHz (conhecidas como AWS ), 2,3 GHz e 2,5 GHz. Essas implantações foram registradas na Argentina, Brasil, Colômbia, México e Peru.

As “bandas médias” de espectro são altamente relevantes para o desenvolvimento inicial das redes 5G, pois oferecem uma combinação de propagação de sinal e largura de banda útil para suportar casos de uso e comunicações de banda larga móvel melhorada (eMBB). No entanto, esta classe de bandas nem sempre está disponível para uso imediato e podem ser necessárias medidas para limpar ou migrar serviços pré-existentes para alocar o espectro para redes de banda larga móvel.

O relatório constata que os países da região já identificaram para IMT (telecomunicações móveis internacionais) as faixas de 1427 – 1518 MHz, 2,3 GHz e 3,5 GHz, que são consideradas “adequadas” para o desenvolvimento da 5G, mas que o planejamento de novas autorizações está mais voltado para a faixa de 3,5 GHz, especificamente na faixa de 3,3 – 3,6 GHz.

Além dessas faixas, alguns países também identificaram a faixa de 4,9 GHz e, a maioria dos governos e órgãos reguladores, estão acompanhando as discussões sobre o desenvolvimento e harmonização da faixa de 3,3 até 4,2 GHz. O estudo conclui que em vários países da região ainda há oportunidades para licenciar mais espectro em “bandas médias” que já estão disponíveis para uso, pelo menos parcialmente (1,8 GHz, 1,9 GHz, AWS, 2,1 GHz e 2,5 GHz).

O estudo está disponível para download em: https://bit.ly/3tBZ75u

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