As bandas baixas serão cruciais para garantir a cobertura em áreas suburbanas da América Latina

As frequências do espectro de rádio abaixo de 1 GHz terão um papel fundamental no fornecimento de serviços de banda larga móvel e sem fio em áreas com baixa densidade populacional, tais como áreas rurais e povoados distantes de grandes centros urbanos.

As bandas de 700 MHz e 600 MHz, que agora estão sendo utilizadas para serviços móveis graças ao processo de migração para a TV digital dos últimos anos em escala internacional, surgem como as principais opções para a prestação destes serviços nestas áreas, graças às suas capacidades técnicas de propagação.

São Paulo, 31 de agosto de 2021 – As frequências de espectro radioelétrico abaixo de 1 GHz, também conhecidas como “bandas baixas”, tornaram-se cada vez mais importantes para a indústria de telecomunicações sem fio nos últimos anos. Com os serviços móveis se consolidando na América Latina como um dos principais no acesso à internet de alta velocidade desde o final dos anos 2000, em especial na última década, fica claro que as redes celulares desempenham um papel insubstituível no acesso à internet para uma ampla gama de pessoas e em uma variedade de situações de uso.

Neste contexto, as bandas baixas desempenham um papel determinante, visto que, pelas suas características técnicas de propagação de sinal, passam a ser a principal opção para a implementação de redes e serviços de forma rentável em zonas distantes dos grandes centros urbanos e em locais de baixa densidade ou dispersão populacional, de acordo com o documento “Cenário atual das bandas de espectro radioelétrico de 600 MHz e 700 MHz na América Latina”, publicado pela 5G Americas no último mês de maio.

Na América Latina, as duas principais bandas desse tipo são as de 700 MHz e 600 MHz, agora disponíveis para serviços móveis em escala internacional graças ao processo de migração para a TV digital nos últimos anos.

A banda de 700 MHz – também conhecida como “dividendo digital”, por exemplo, já está alocada para serviços móveis e atribuída a operadoras de serviços de telecomunicações móveis para seu uso, de acordo com a infografia “Bandas Baixas na América Latina”, elaborada pela 5G Americas. Doze países, de um total de 18 analisados, já atribuíram esta frequência e existe também um processo de atribuição em curso na República Dominicana que deverá ser concluído até ao quarto trimestre deste ano.

A banda de 600 MHz – denominada “segundo dividendo digital” -, por sua vez, foi alocada para serviços móveis em oito países analisados, mas até o momento nenhum procedimento de atribuição foi realizado para sua exploração comercial.

“A concessão de blocos de espectro radioelétrico nas chamadas bandas baixas é extremamente positiva para a indústria de telefonia móvel, pois facilitará a introdução de redes ao mercado de forma eficiente do ponto de vista financeiro, tanto para implantação quanto para manutenção de infraestrutura, o que contribuirá para o fornecimento e acesso à internet de banda larga às comunidades em condições favoráveis ​​”, disse José Otero, vice-presidente para a América Latina e Caribe da 5G Americas. [DOWNLOAD]