Aplicativo móvel ajuda profissionais de saúde no tratamento de pacientes portadores de HIV

A inclusão das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) no setor de saúde envolve uma grande quantidade de iniciativas. Desde sofisticados projetos que incluem a participação do Governo de maneira abrangente para todo o setor, até pequenas iniciativas privadas que atendem questões especificas. Dentro de todo este universo, estão os aplicativos móveis.

Os apps envolvem uma grande quantidade de soluções para os serviços de saúde, que vão desde simples, que permitem aos seus usuários controlar questões de saúde especificas, até outras mais sofisticadas, que se comunicam com dispositivos que monitoram a saúde. Neste sentido, o Ministério de Saúde do Brasil desenvolveu um aplicativo destinado a ajudar os profissionais de saúde a atender pacientes com HIV.

O aplicativo conta com o protocolo clinico e diretrizes terapêuticas para o manejo do HIV em crianças e adolescentes (PCDT). Está disponível para download em todos smartphones, com versões em Android e iOS. Podendo desta forma estar disponível para toda a equipe médica, oferecendo informação sobre como proceder ante essa doença.

Dessa forma, o aplicativo foi estruturado para que a sistematização do conteúdo da PCDT possa ser acessada por meio de diagramas de fluxo, gráficos e textos destacados, afim de facilitar o acesso às informações relevantes. Desse modo, a equipe possui informações para a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, como HIV, sífilis, PEP, PrEP, entre outras. Concomitantemente, os profissionais de saúde podem acessar informações fundamentais ao lidar com crianças e adolescentes, este documento tem como objetivo aumentar as ferramentas de todo o pessoal das instituições de saúde.

A possibilidade de enviar diretrizes de atenção para a equipe médica de maneira centralizada é uma alternativa muito efetiva para os responsáveis pela saúde do governo. Esta informação pode ser atualizada e distribuída de forma rápida e você pode acessá-lo fazendo o download em um computador ou automaticamente com a atualização do aplicativo.

A oportunidade de contar com informação institucional fidedigna e avançada transforma-se em uma ferramenta com aporte significativo ao desempenho dos médicos e outros trabalhadores da saúde. Em particular, no momento de tratar adolescentes e crianças, onde as oportunidades de melhorar sua condição de vida torna-se uma opção importante para o futuro do país.

Neste sentido, o fato de poder acessar informação por meio de dispositivos móveis transforma-se em uma opção importante. É necessário reforçar que o mercado móvel do Brasil contava com uma penetração de serviço móvel de 112% e um total de 236,48% milhões de assinaturas para o final de 2017.

Também é importante reforçar, considerando as possibilidades da banda larga para acessar a informação que a LTE era a tecnologia dominante entre as assinaturas de serviços móveis com um total de 102 milhões de acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL). Tanto que com cerca de 35% e um total de 83,6 milhões de assinaturas, UMTS/HSPA estava em segundo lugar.

Desta forma, as assinaturas com acesso à banda larga móvel alcançavam um total de 185,8 milhões e 78,5% do total do mercado. Ou seja, quase 8 de cada 10 assinaturas móveis contavam com acesso à banda larga, tornando ainda mais importante este tipo de aplicativos que oferecem informação necessária dos pacientes para a equipe médica.

No entanto, para que este tipo de medida tenha um desempenho eficiente é necessário que as autoridades trabalhem de maneira constante incentivando o desenvolvimento de banda larga móvel no mercado. Assim, é importante que se coloque à disposição do setor uma maior quantidade de espectro radioelétrico, e em particular que este bem entregue à indústria esteja nas condições necessárias para que possa ser usado rapidamente pelas operadoras. Em outras palavras, as futuras licitações devem contemplar a entrega de espectro “limpo” (não ocupado por outros serviços) para a indústria.

Também é necessário que as autoridades criem uma agenda futura de entrega de espectro. Possibilitando então maior previsibilidade na indústria de telecomunicações. Desta forma, permite que o setor possa planejar a construção de futuras tecnologias.

Outra das medidas necessárias é a redução dos impostos que pesam sobre os componentes de redes e dispositivos de acesso. No primeiro dos casos, possibilita às operadoras desenvolver de maneira mais eficiente a cobertura de serviços. Enquanto que por sua vez, ao contar com menos impostos, os dispositivos se tornam mais acessíveis para a população, melhorando assim seu acesso.

Como pode-se observar, o desenvolvimento de apps voltados a informar procedimentos à equipe médica é de grande ajuda ao setor de saúde. No entanto, é necessário que exista um trabalho conjunto com o setor TIC, que possibilite aumentar a conectividade no mercado.

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