Aplicação em Saúde de Barbados busca avançar em HCE

Os investimentos das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) na saúde podem acontecer de diversas formas, seja com a implementação de um plano nacional que busque dotar os centros de atenção com equipamentos, ou com empreendimentos privados que incluam diferentes experiencias inovadoras. Nestes cenários, o desenvolvimento de aplicativos está tendo um grande avanço em toda a América Latina.

Nesta última edição, apresentou-se o Barbados EHR, que é um aplicativo voltado para médicos e permite, entre outras coisas, disponibilizar Históricos Clínicos Eletrônicos ou o chamado HCE. O objetivo do app é modificar não apenas a forma de atenção com a saúde em Barbados, mas também estender-se para o resto do Caribe.

A evolução do MedRegis EHR contou com um desenvolvimento de mais de cinco anos, onde buscou-se verificar que a equipe médica pode aproveitar suas opções. Em particular, permitiu realizar mudança de registros no papel para registros eletrônicos, modificando o que beneficia não apenas em acionar os profissionais de saúde, mas também todos os participantes no sistema de saúde, incluindo os beneficiários.

A proposta de MedRegis é ampliar o uso da tecnologia a serviço da saúde no Caribe. Para isto, propõe-se um primeiro objetivo que é erradicar o papel da atenção ambulatória, a partir da integração da tecnologia com médicos, enfermeiras e o resto do pessoal de atendimento ao público. Assim, busca-se melhorar o fluxo de trabalho e a dinâmica de atenção, superando o tempo que leva o atual papel.

O aplicativo busca agilizar também a atenção dos pacientes nos consultórios, clínicas e hospitais. Seu objetivo é reduzir de maneira significativa o tempo que as pessoas necessitam para fazer controle e consultas médicas, oferecendo então maior tempo livre e melhorando sua qualidade de vida.

Outra das vantagens com as quais contam os aplicativos é que oferece ao pessoal médico a possibilidade de armazenar a informação de cada paciente. Ou seja, possibilita coletar de maneira digital o histórico clinico do paciente, permitindo realizar de maneira mais eficiente os diagnósticos e possíveis tratamentos. Além do mais, permite armazenar arquivos em formato de imagem para complementar os registros dos diagnósticos.

Assim, por meio da aplicação pessoal, médicos poderão também descrever medicamentos de maneira eletrônica. Esta informação também ficará armazenada na HCE, permitindo aos especialistas que, ao atender um paciente em comum, possam contar com a informação necessária no momento de tratar alguma doença, evitando não apenas replicar um fármaco já fornecido, mas também receitar medicamentos contraindicados.

Esse conglomerado de informação coletada e oferecida pelo aplicativo possibilita fornecer a cada médico uma HCE por paciente. Trata-se de um avanço importante, já que estas possibilidades permitem aos profissionais da área da saúde melhorar a atenção, prevenção e tratamento, por meio da utilização da informação. Assim, contribui não apenas para a atenção precoce, mas também para potencializar os tratamentos de longo prazo.

No entanto, para que a aplicação tenha um impacto positivo nos serviços de saúde, é necessário que busque melhorar a conectividade no mercado. Ou seja, é fundamental que todos os centros de saúde, assim como os médicos que atendem em consultórios particulares tenham acesso à banda larga para poder acessar as HCE de forma prática.

Neste cenário, os acessos por meio da banda larga móvel apresentam-se como uma oportunidade ideal para atender a demanda de conectividade dos médicos. Tecnologias robustas como a LTE permitem, por suas características particulares, alcançar conectividade de maneira rápida e com alta velocidade. Assim, os smartphones transformam-se de maneira rápida em dispositivos capazes de realizar operações complexas, voltando aos serviços móveis ideais para a atenção de médicos de ambulatórios.

Para alcançar este objetivo, é fundamental que as autoridades ponham à disposição da indústria uma maior porção de espectro radioelétrico para serviços de banda larga móvel. Assim como também menores travas burocráticas para desenvolver a infraestrutura de telecomunicações. Assim, incentivaria as diferentes operadoras a desenvolver serviços de banda larga móvel.

Então, é importante que as autoridades estimulem o mercado a desenvolver este tipo de aplicativos móveis que tendem a melhorar a qualidade de vida dos habitantes. Dessa forma, potencializa-se a criação de um mercado digital local, que permite fortalecer o desenvolvimento de diferentes aplicativos focados no bem-estar e, neste caso particular, na saúde.

Como pode-se observar, a criação de um aplicativo que permite aos médicos contar com HCE é de grande importância para a saúde de um país. No entanto, é necessário que exista apoio das autoridades no que diz respeito à conectividade e acesso à banda larga, para dessa forma ter um uso efetivo da aplicação.

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