Analistas enxergam 2021 como o ano da 5G na região

Cobertura especial Futurecom 2018 – A chegada da quinta geração de tecnologias para os serviços móveis, a 5G, se transformará na principal revolução dos próximos cinco anos para o setor das telecomunicações. Embora ainda não esteja claro entre os analistas do setor qual será o modelo de negócios ou quais casos de uso irão predominar na América Latina, existe um consenso de que irá melhorar as condições de vida dos habitantes da região potencializando os mercados verticais.

Durante o encontro 5G Americas Wireless Technology Summit realizado no Futurecom 2018 em São Paulo, Brasil, aconteceu o painel da América Latina e o painel do Brasil. Em ambos os casos confirmou-se pelos principais analistas de telecomunicações que discutiram sobre as oportunidades da 5G e os novos benefícios que trará para a sociedade futura.

Do painel da América Latina, que foi moderado pelo jornalista do El Economista do México, Nicolás Lucas participaram: Ana Valero Huete, Director of Regulatory Affairs for Latin America da Telefónica, Ignacio Perrone, Industry Manager da Frost & Sullivan, Juan Gnius, Consultor da Telracom, e Marcelo Ruiz, Director da América Latina da Global Data.

Neste debate houve consenso de que 2021 será o ano da chegada da 5G na América Latina, ao menos assim o disseram explicitamente Perrone e Ruiz.

Para Valero Huete a 5G é a evolução da 4G, já que, desenvolvida na atualidade abrirá um caminho para o futuro. Além disso, reforçou que os atores da indústria devem se preparar para saber que é o que convém, ainda sem ter claro qual será o próximo cenário. Tanto que reforçou que a 5G utilizará parte da infraestrutura da 4G para ser mais rápida, assim como para potencializar mercados verticais como o automotivo, a saúde, o transporte e as cidades inteligentes (Smart Cities).

Gnius, entretanto, demonstrou cautela sobre a nova tecnologia ao considerar que a América Latina encontra-se em uma nebulosidade sobre como avançar com a 5G. No entanto, reforçou que estamos perante um novo ecossistema que proporcionará novos negócios e que possivelmente se redefinirá os papéis de cada um dos jogadores, A este respeito, Perrone reforçou que a carreira imediata sobre a 5G estará relacionada ao marketing quanto aos lançamentos dos diferentes atores.

Outro dos pontos que teve importância no debate foi a necessidade de entrega de mais espectro radioelétrico para melhorar o desenvolvimento da 5G. A este respeito Perrone reforçou a importância da harmonização na região, ponto que Gnius esteve de acordo, no qual a entrega de espectro encontra-se atrasada na América latina. Por sua vez, Ruiz destacou que o espectro é um bem vital para o desenvolvimento da banda larga móvel, e reforçou que em termos de entrega para a indústria encontra-se muito abaixo na região. Tanto que Valero Huete destacou que existe um caminho importante para percorrer na América Latina no que diz respeito ao espectro, em particular no que se refere ao trabalho de colocar em condições adequadas para o desenvolvimento das operadoras.

Por sua vez, no que se refere à regulação necessária para preparar o mercado para a 5G, existe a concordância entre os participantes de que é importante um marco regulatório estável que seja suficientemente flexível para adaptar-se às mudanças que acontecerão com o novo cenário competitivo. Neste sentido, colocou uma regulação que estimule a concorrência, permite a criação de novos serviços, incentive investimento da indústria e busque o benefício do consumidor.

Por sua vez, o Painel Brasil foi moderado por Fernando Paiva, diretor de conteúdo do Mobile Time, e participaram Ari Lopes, Analista Principal da Ovum, Eduardo Tude, presidente da Teleco, e Renato Pasquini, Consultor Diretor da Frost & Sullivan. O debate reforçou que a 5G está presente como uma grande oportunidade para gerar valor nos serviços móveis, assim como as condições que existem no mercado para somar a um novo paradigma de serviços. Reforçou a importância de unir-se com países mais desenvolvidos no que se refere ao espectro selecionado para a 5G, com o objetivo de melhorar as escalas e baratear os custos de desenvolvimento da nova tecnologia. Assim como também ter presente os novos competidores e o que podem contribuir com o desenvolvimento das tecnologias de banda larga móvel.

Em termos gerais os debates de analistas, tanto para o Brasil, como para a América Latina, concordaram que a 5G é o futuro. No entanto, reforçam a necessidade dos mercados de estarem preparados, seja pela entrega de maior capacidade de espectro, melhores condições de infraestrutura e a geração de uma regulação que estimule investimentos e o desenvolvimento das novas tecnologias.

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