A vontade política é essencial para implementar mobilidade na educação segundo a Unesco

De acordo com a Organización de las Naciones Unidas para la Educación, la Ciencia y la Cultura (UNESCO ) a vontade política é fundamental para a implementação da educação por meio dos serviços móveis. Comenta que a questão da conectividade é uma dúvida pendente na região. Ao mesmo tempo, o estudo “Revisión comparativa de iniciativas nacionales de aprendizaje móvil” convida a refletir sobre o cenário para a produção, circulação e consumo dos conteúdos digitais.

O estudo é um comparativo sobre um conjunto de iniciativas de aprendizagem móveis implementadas em países da América Latina. Foi desenvolvido pela IIPE-UNESCO Buenos Aires, em conjunto com a División de Políticas y Sistemas de Educación Permanente del Sector de Educación da UNESC. Seu objetivo é aprofundar com análises de políticas públicas focadas na integração das TIC o sistema educativo, como uma estratégia pública focada na integração das TIC ao sistema educativo válida para enfrentar algumas das necessidades educativas mais urgentes da região.

Nele analisam-se as experiências levadas adiante em quatro mercados da América Latina: Computadores para Educar (Colômbia); Aprendizagem com Tecnologias Móveis em escolas com multigrade sob a PRONIE MEP-FOD (Costa Rica); Política TIC (Peru) e Plan Ceibal (Uruguai).

O planejamento das políticas TIC exige a consideração de um conjunto de variáveis, incidindo em seu desenvolvimento a orientação de decisões relativas à sua implementação. Destaca que não existem regras ou procedimentos comuns que garantam sua efetividade, se não o que cada contexto exige na busca criativa e flexível em um caminho próprio.

Daí cria-se condições de viabilizar os méritos da política exigindo a atenção para pelo menos três questões: contar com o apoio político necessário para sua instalação e com a experiência profissional para sua implementação; ter a disponibilidade de recursos necessários para a implementação da política; e a viabilidade sociocultural tanto para o apoio quanto à adesão a proposta por parte dos interessados. O estudo reconhece que propõem-se a gerar um mapa complexo de ser produzido, no entanto, de acordo com a experiência dos quatro países, é necessário para atingir os objetivos propostos.

Em segundo lugar, explica que a conectividade é a principal deficiência na região. Trata-se de uma situação que complica a possibilidade de potencializar o aproveitamento pedagógico das tecnologias digitais. O estudo reforça que a experiência adquirida permite destacar os atores educativos, em particular os docentes, identificar os problemas técnicos com a tecnologia como um dos principais obstáculos para seu uso nas aulas. Principalmente, a falta de conectividade, mesmo que em alguns casos o problema se dá com os dispositivos móveis, e existem docentes que podem solucionar esses problemas, ainda que raramente possam reverter as dificuldades de conectividade, o que constitui uma das maiores limitações.

Em terceiro lugar, o estudo ressalta que a democratização do conhecimento configura um novo e propício cenário para a produção, a circulação e o consumo dos conteúdos digitais. Enfatiza o compromisso crescente de políticas TIC e concentra a dimensão educativa na ênfase tecnológica. Neste sentido, explica que os modelos de aprendizagem móvel abrem um conjunto de questões a considerar na implementação de suas estratégias.

O estudo salienta que o uso educacional de conteúdos educativos digitais leva necessariamente a reflexão sobre a transformação das experiências de aprendizagem e suas implicações pedagógicas. Também aponta que a questão abre duas áreas de serviço atualmente em discussão: por um lado, o equilíbrio entre os conteúdos definidos pelo currículo prescrito e o novo horizonte de competências, habilidades aperfeiçoadas pelo conhecimento das tecnologias digitais; e por outro lado, a qualidade do conteúdo digital, na sua articulação com a possibilidade de desenvolver novas experiências de aprendizagem.

Finalmente, destaca-se com o aumento da ênfase no compromisso com o desenvolvimento de novas formas de ensino a partir da disponibilidade de tecnologia em instituições educacionais, políticas regionais de TIC aprofundaram a sua atenção sobre os processos de uso e propriedade de atores em instituições de ensino. No entanto, mesmo em casos nacionais em que não há análise de informação ou de estudos de impacto, os resultados são variados e não são necessariamente indicativas sobre o caminho a seguir.

De qualquer forma, as políticas de TIC consideradas neste estudo fornecem um conjunto de elementos que suportam a construção de uma resposta possível. Entre eles, os responsáveis pela formação e gestão dos docentes são fundamentais, tanto no que diz respeito à continuidade dos processos de formação quanto à formação inicial específica.

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