A Tecnologia sem fio tem uma profunda influência na qualidade de vida de uma Nação

As tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) proporcionam uma grande quantidade de oportunidades para a evolução dos países. Sua utilização pode potencializar diferentes mercados verticais, assim como também pode melhorar a qualidade de vida dos cidadãos.

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Ken Rehbehn, CritComm Insights

Sobre as diferentes formas em que as TIC melhoram a qualidade de vida das pessoas, o Brecha Zero dialogou com Ken Rehbehn, que é o principal analista CritComm Insights, especializado em faixas de tecnologia sem fio de soluções tecnológicas RAN desenvolvidas pelas operadoras de redes públicas e privadas a medida que entregam serviços para agências e empresas de missão crítica. Com 30 anos de experiencia, Rehbehn conta com conhecimento em tendências de serviços sem fio como 4G/LTE e 5G, assim como Projeto 25 e TETRA Land Mobile Radio. Também se ocupa de outros temas de tecnologias como LPWA e IoT.

O diálogo que o Bracha Zero teve com Rehbehn permitiu abordar de maneira ampla a forma com que as TIC melhoram as condições de vida das pessoas.

Brecha Zero: Como considera que as TIC influenciam no desenvolvimento socioeconômico dos países?

Ken Rehbehn: As TIC servem para melhorar a qualidade de vida da sociedade. No que se refere à atenção da saúde, permite a funcionalidade da medicina à distância, melhora a vida das pessoas ao mesmo tempo em que as torna mais produtivas. Na educação, enriquece o acesso à uma reserva global de conhecimento, ajuda a construir uma sociedade pronta para o futuro. E assim, podem ser mencionados outros exemplos de marcados verticais como: bancário, comércio e segurança pública. O investimento em infraestrutura de TIC de uma nação é uma base para o crescimento futuro.

Brecha Zero: Quais são os projetos que podem incentivar o uso das TIC para melhorar a qualidade de vida dos habitantes?

Ken Rehbehn: As estratégias eficazes das TIC requerem projetos que trazem conectividade ao longo de um mercado. A conectividade, começando com interconexões de fibra com outros países, deve estender-se por todo o país. Como mínimo, se requer um backbone de fibra para alojar uma variedade de tecnologias de acesso de banda larga para negócios e cidadãos. Fora de uma rede estrutural de fibra, extensas redes sem fio – fixas e móveis – podem oferecer serviços de dados de banda larga eficazes a um custo acessível.

Brecha Zero: Quais estratégias governamentais são úteis para melhorar a adoção das TIC?

Ken Rehbehn: As estratégias governamentais variam muito dependendo das características políticas de um país. Os programas de subsídios que financiam o desenvolvimento de infraestrutura essencial podem ajudar a incentivar a extensão da tecnologia básica de acesso com e sem fio para regiões que não possuam uma base econômica para a expansão da rede orgânica. Além disso, as parcerias público-privadas podem acelerar a expansão da rede em áreas marginais.

Brecha Zero: Quais Mercado verticais (finanças, saúde, segurança, trabalho etc) têm uma melhor recepção das TIC?

Ken Rehbehn: As organizações centradas em informação terão um compromisso maior com as TIC, em comparação com as que não o fazem. O setor financeiro e a atenção sanitária, por exemplo, dependem da informação atualizada durante períodos prolongados. Este setor energético também pode trazer grandes melhoras de produtividade graças à instrumentação e análise para integração das TIC em seus processos de trabalho.

Brecha Zero: Qual mercado vertical apresenta maior oportunidade para aproveitamento das TIC no futuro?

Ken Rehbehn: Como analista de seguimento da evolução da infraestrutura de comunicações críticas, vejo um crescente interesse na aplicação das TIC para aumentar a segurança pública. O equipamento de rede de rádio terrestre (LMR) está envelhecendo. Tão logo a rede LTE de alto rendimento se torne mais acessível, se transformará no passo seguinte para as comunicações de segurança pública.

Brecha Zero: Qual exemplo de plano de conectividade governamental considera bem-sucedido globalmente? E na América Latina?

Ken Rehbehn: A rede Nacional de Banda Larga da Austrália (NBN) tem servido como um bom exemplo de um ambicioso programa nacional para enriquecer a vida dos cidadãos através de uma ampla extensão de território. Na América do Sul, a iniciativa MiPyme Vive Digital da Colômbia é um exemplo de um movimento para estender os benefícios das TIC para uma categoria mais ampla da economia. Ajudar as micro, pequenas e médias empresas a acessar uma funcionalidade mais rica das TIC podem se traduzir em maior oportunidade e maior crescimento econômico.

Brecha Zero: Como é a implantação de tecnologias como a IoT no desenvolvimento de um país?

Ken Rehbehn: Os avanços em IoT podem ter um impacto positivo no país. Os sensores desenvolvidos em regiões remotas ajudarão a melhorar a qualidade da água e a distribuição de energia. No entanto, o impacto pode tardar muito tempo em realizar-se, já que primeiro deve estabelecer infraestrutura básica de rede, fixa e sem fio.

Brecha Zero: Qual importância atribuem as tecnologias sem fio na conectividade de um país?

Ken Rehbehn: A tecnologia sem fio tem uma profunda influência na qualidade de vida de uma nação. O simples acesso à uma mensagem SMS já tem trazido pagamentos financeiros aos remotos povos africanos. Graças à tecnologia sem fio, os trabalhadores migrantes em níveis mais baixos da sociedade ainda mantêm contato com suas famílias e comunidades. No futuro, a facilidade dos serviços de dados sobre ligações sem fio de banda larga de alta velocidade irá facilitar a expansão das TIC em áreas de comércio, educação, saúde e segurança pública.

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