A indústria brasileira aposta em plataformas de apoio para o desenvolvimento da produtividade

As plataformas e mecanismos de apoio para o desenvolvimento da indústria brasileira estão focadas em proporcionar ganhos de produtividade. Essas plataformas levam o país a alcançar padrões internacionais e a ter uma economia em crescimento, incorporando cada vez mais as Tecnologias da Comunicação e Informação (TIC) em cada um de seus produtos, com o objetivo de integrar, padronizar e ter disponibilidade de dados de dispositivos semicondutores para comercialização.

Nesse contexto, o MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) do Brasil lançou um projeto com um modelo inédito chamado “Entorno de Integração e Interoperabilidade” ou Plataforma AI2. Por meio dessa iniciativa, foi realizado um formato piloto baseado em um ambiente destinado a integrar e padronizar dados de dispositivos semicondutores para a coleta de informações logísticas, de autenticação e rastreabilidade em todas as etapas da cadeia.

Esses dados permitem o desenvolvimento de aplicações para múltiplos setores da economia e a criação de novas soluções e/ou empresas, especialmente startups. A iniciativa será conduzida pelo Centro de Pesquisa Avançada von Braun e pelo Centro Softex Campinas (NSC), sob a coordenação da Softex.

Os dados integrados e padronizados serão disponibilizados no mercado por meio da Plataforma AI2 no modelo “Semiconductor (as a Service)”. Dessa forma, desenvolve-se um modelo inovador que permite a comercialização de chips semicondutores como serviço. Com o objetivo de superar os diversos desafios dessa indústria, permitindo oferecer soluções, designs e processos de fabricação que atenderão à demanda de diferentes setores da economia, impulsionando a concepção, o desenvolvimento de novos modelos de negócios e a comercialização de semicondutores, alinhado com a estratégia do país para alcançar autonomia em áreas vitais da economia.

Além dos chips semicondutores que podem integrar-se a outros dispositivos que já fazem parte de redes de produtos ou serviços, eles também podem se conectar a um ambiente que integra e compatibiliza as informações de forma padronizada, por meio de uma linguagem que as abstrai para um amplo espectro de aplicações. Assim, o impacto da digitalização pode ser resumido em termos de crescimento da produção, novas estratégias de mercado, reconfiguração das cadeias de valor e maior eficiência nas operações.

Do ponto de vista das tecnologias móveis por meio de tecnologias sem fio, há uma oportunidade inigualável para esse tipo de projeto. Tecnologias robustas como LTE e 5G permitem a recepção e o envio de informações em tempo real, transportando grandes volumes de dados que permitem a eficácia da informação.

Para que esse tipo de iniciativa tenha viabilidade dentro do mercado brasileiro, é fundamental que se criem as condições necessárias para o desenvolvimento da indústria móvel. Em outras palavras, é necessário que as autoridades administrativas considerem estratégias que permitam que o ecossistema móvel tenha uma evolução adequada. Não apenas disponibilizando à indústria uma maior quantidade de espectro radioelétrico para serviços de banda larga móvel, mas também gerando agendas que permitam à indústria conhecer futuros leilões de espectro.

É também importante trabalhar na redução da carga tributária sobre os terminais de acesso (tanto smartphones quanto dispositivos que operam com IoT), pois possuem múltiplas aplicações em diferentes setores da economia. Assim como em menores burocracias para o estabelecimento de redes de telecomunicações que incentivem o investimento da indústria no desenvolvimento de novas tecnologias.

Embora a iniciativa realizada pelas autoridades do Brasil seja positiva, é fundamental que tenha um reflexo na conectividade, reduzindo assim sua aplicação no mercado. Principalmente incentivando o estabelecimento de redes de banda larga móvel.