A Importância da 5G no desenvolvimento da América Latina e do Caribe como tema central do encerramento do WTS

No quinto dia do WTS, o ponto central foi a importância da 5G para gerar mudança na sociedade, na produção e na economia da região. Destaca-se a importância da 4G na inclusão de banda larga, embora com limitações para dar o próximo passo na revolução digital.

As condições fornecidas através da 5G mudarão os aspectos da conectividade, principalmente a partir de uma latência mais baixa, maior capacidade e maior largura de banda em comparação com a 4G. Essas melhorias na rede terão impactos de grande alcance na forma como as pessoas vivem, trabalham e se divertem em todo o mundo. No entanto, para que isso possa ser realizado, é necessário aumentar o acesso ao espectro radioelétrico para a indústria de telecomunicações, bem como reduzir os obstáculos burocráticos na implantação de redes. (Evento completo)

  • Mauricio Lizcano, ministro de Tecnologias da Informação e Comunicações da Colômbia

Desde o passado 23 de fevereiro, a Colômbia entrou na era da 5G, realizando a implantação de 1.050 antenas em todo o país, produto do leilão no qual participaram 5 ofertantes, responsáveis por estender redes na faixa de 3500 MHz. Nossa aposta em Inteligência Artificial (IA) é tornar a Colômbia em uma potência digital, a partir de três pilares: Educação digital, inovação e democratização, contribuindo para os setores de saúde, veículos autônomos, IoT e automação industrial. Queremos democratizar a IA para que não seja uma tecnologia de elite ou de grandes companhias, mas que qualquer pessoa possa aprender a usá-la. (Vídeo completo)

  • Sandra Urrutia, secretária TIC do governo de Boiacá – Colômbia

Atualmente, o departamento de Boiacá tem 33,6% de conexão à internet fixa e 66,4% sem conectividade, o que é visto como um desafio para alcançar a penetração da internet nessas áreas distantes dos centros urbanos. Para fechar a lacuna digital, deve-se habilitar a autoestrada de redes, onde se possam implantar cabos e infraestrutura, por isso está se trabalhando com as operadoras que conseguiram sua habilitação com as obrigações de fazer, assim como com 120 ISPs do departamento, incluindo a criação de comunidades de conectividade próprias, onde os atores são associações de mulheres que podem fornecer serviço de internet fixa, conseguindo que Boiacá esteja totalmente conectada. Os 3 anéis de conectividade que se aplicam são: Obrigações de Fazer, Rede Neutra e Comunidades de Conectividade, sendo as operadoras móveis atores principais, que trabalham com o governo nacional, conseguindo que as telecomunicações possam chegar a 600 quilômetros de fibra para ter eficiência no tráfego. (Vídeo completo)

  • Gustavo Osta Calleros – diretor nacional de Telecomunicações DINATEL – Uruguai

Nos últimos anos, a indústria das telecomunicações experimentou mudanças significativas, bem como uma permutação de foco para a inovação. A Inteligência Artificial (IA) tem desempenhado um papel central e crucial que leva o setor a ser mais competitivo e a satisfazer as necessidades mutáveis das operadoras móveis e dos clientes, as telecomunicações nascem pela tecnologia. Do setor público, os reguladores estão preocupados em poder aproveitar os benefícios oferecidos pela IA para prevenir e mitigar riscos ao incentivar a digitalização. A otimização da implantação e gestão das redes 5G e 6G inclui a alocação dinâmica de recursos e o uso eficiente do espectro. A IA continuará impactando significativamente a indústria de telecomunicações, mas para aproveitá-la ao máximo, deve-se garantir as soluções adequadas, um quadro regulatório favorável e a cooperação internacional. (Vídeo completo)

  • Diogo Della Tores – coordenador de infraestrutura da Conexis – Brasil

A evolução tecnológica trará uma verdadeira revolução nos próximos anos. A implementação da tecnologia 5G e o desenvolvimento da Internet das Coisas trarão melhorias e ganhos de eficiência em vários setores da economia, como transporte, construção, saúde, entre outros. Em relação à IA, todo o processamento de dados será na rede, os dispositivos estão em processo de mudança, pois já não necessitam de uma grande quantidade de potência de armazenamento. O consumidor brasileiro incorpora rapidamente as novas tecnologias em sua vida diária. (Vídeo completo)

  • Ariel Fernandez – presidente da CATEL – Argentina

CATEL nasceu para mudar as coisas, ajudando a colocar as pequenas operadoras em uma posição de liderança e de disrupção para repensar modelos de negócios. Atualmente, contam com uma própria OTT que compete a nível mundial. Em 2023, foi alcançado um acordo com a Movistar para levar conectividade a locais onde nenhum ator chegava. Entre janeiro e fevereiro, foi inaugurado o primeiro site Imowi em El Salado, província de Catamarca. Imowi transformou-se em um ator que leva conectividade a lugares onde não há acesso e/ou onde o acesso é difícil. Até o momento, estão em uma fase de abertura total para fazer mais alianças e assim fortalecer o ecossistema tecnológico do país. (Vídeo completo)

  • Painel 6 Moderador: Orlando Rojas, diretor da Evaluamos.com. Painelistas: Carolina Limbatto, chefe para as Américas da Cullen International, Adriana Labardini, coordenadora de Política Pública e Regulação para América Latina, Rhizomatica, Ari Lopes, sênior research manager para as Américas, OMDIA

A inclusão digital, a alocação de espectro, a partilha de infraestrutura, a disponibilidade de dispositivos, a educação, a cibersegurança, entre outros, são a chave para alcançar a conectividade. O espectro radioelétrico teve protagonismo nos últimos concursos da 5G nas regiões, é importante mudar os paradigmas da maneira como vemos as políticas, devido a ser um recurso escasso e pouco acessível para alcançar uma visão de gestão e gerar abundância. A partilha de infraestrutura e redes neutras está em tendência, deve-se abrir para diferentes modelos de negócio sustentáveis para levar a conectividade a locais não atendidos. As ferramentas de colaboração devem ser multiplicadas para encontrar soluções que respondam ao ambiente local. Para concluir, a educação deve ser para o uso e aproveitamento produtivo das TICs, os governos devem conceder espectro suficiente para que as pequenas operadoras possam cobrir a maioria ou totalidade das regiões. (Vídeo completo)

  • Painel 7: Moderadora: Miriam Aquino, Diretora Executiva, Momento Editorial e TeleSíntese. Painelistas: Belén Carrillo, CEO, WARMITEL e Consultora TELCO, Jesús Romo, Analista Principal, GlobalData e Enrique Carrier, Diretor, Carrier e Asociados

O Equador teve um retrocesso de conexão devido à renegociação dos contratos das duas grandes operadoras que cobrem o país, sem dúvida a lacuna digital se expandiu porque não é possível realizar investimentos no setor. A tecnologia 5G com suas novas capacidades, nos leva a usar mais os celulares e dispositivos eletrônicos, gerando maturidade na indústria. Devem-se implementar ferramentas que utilizem a IA, incorporando-a aos processos de otimização para o uso das tecnologias. Um fator que gera um grande impacto na região é a chegada de satélites como complemento às redes fixas, contribuindo para a redução das lacunas digitais. Os maiores desafios em infraestrutura no Brasil são a extensão territorial, 95% do território não tem cobertura de telecomunicações terrestres, embora 95% da população tenha acesso. A última licitação realizada pela Anatel foi a primeira sem receitas, foram vendidos 1200 MHz e conseguiu-se convencer o Estado de que o espectro não é para arrecadar, mas para desenvolver. (Vídeo completo)

  • Sylvia Valdivieso. UPENN – Case Western

A telemedicina é o grande desafio das telecomunicações, pois esta tecnologia deve garantir a interoperabilidade dos aplicativos de saúde com dados do prontuário eletrônico, essas implementações impactarão os resultados da saúde mundial. É importante salientar que este tipo de processo não só poderá chegar a zonas de difícil acesso, mas também mudar uma realidade social, oferecendo oportunidades para gerar mais informações às clínicas sobre padecimentos importantes como as chamadas doenças órfãs. Da academia considera-se que, embora não tenha chegado muito longe esse tipo de iniciativas, devido a estarem em estágio inicial de desenvolvimento para serem julgadas. (Vídeo completo)

  • Juan Crosta – diretor da Blue Note

As obrigações de fazer são parte do pagamento das licenças, deve-se ter em conta esta tendência por isso devem existir discussões e uma convergência de ideias sobre como devem ser definidas e reguladas, essas variáveis vão surgindo com o decorrer do tempo e ao mesmo tempo vão mostrando os diferentes fatores que a tornam contingente. Nunca se poderá comparar seu preço com o custo monetário, o valor requerido deve ser menor, dado o risco inerente. É importante instaurar a discussão sobre a avaliação das obrigações de fazer, que sejam pertinentes à natureza da operação móvel e identificar uma ferramenta ou metodologia de verificação de seu cumprimento. (Vídeo completo)

  • Carlos Huamán – diretor executivo, DN Consultores – Peru

A desregulamentação é um passo iminente que vários países da região têm dado para, relacionado a isso implementar opções como o SandBox, experiência importante devido aos resultados obtidos e avanços normativos na Colômbia e no Peru. Requer-se uma conversa público-privada permanente que conduza à redução das assimetrias em receitas e custos de operadores e OTTs, incentivando as autoridades a promover cenários de competição justa para o aumento do tráfego, mas isso só será possível se as redes de telecomunicações forem fortalecidas com esquemas de financiamento sustentáveis ao longo do tempo. (Vídeo completo)

  • Salma Jalife, presidente do Centro México Digital

Os clusters industriais, os territórios e os projetos inteligentes guiam o design de uma arquitetura distribuída na IA e na rede 5G. A partir de 2016, os serviços e lucros dos setores aumentaram pelo uso das redes de telecomunicações com a incorporação de 7 novos modelos. O sucesso da aplicação desta tecnologia em 5G depende de contar com uma infraestrutura adequada nos locais corretos no momento em que a oferta de serviços for expandida. Devem-se identificar casos de uso de alto valor, desenvolvendo uma rota de disponibilidade, validando os dados coletados e equipes interdisciplinares, tudo isso resultará em melhores práticas para implementação dessas tecnologias. (Vídeo completo)