A importância da 5G na transformação econômica é o principal tema do quarto dia do WTS 2024

No quarto dia do WTS, a tecnologia 5G foi um dos principais focos, especialmente entre os órgãos internacionais e reguladores que participaram. O dia foi marcado pela predominância de autoridades de organismos supranacionais e reguladores da América Central. Destacou-se que a 5G deve ter objetivos e medidas claras que estejam incluídos nos projetos de lei, consolidando a transformação econômica.

A 5G se consolida como uma das tecnologias que permite a conexão de múltiplos dispositivos eletrônicos, um elemento chave para a hiperconectividade viável e eficiente. Além de oferecer conexões permanentes de grande capacidade, em alta velocidade, entre pessoas e entre máquinas, sem atrasos, seguras e confiáveis. Para alcançar a implementação, deve-se contar com três eixos estratégicos: espectro de radiofrequências habilitado, apoio eficaz à implantação de redes e serviços e um quadro regulamentar e administrativo que dinamize a implantação da tecnologia. (Evento completo)

  • Oscar León Suárez – secretário executivo, CITEL

As implicações dos resultados da Conferência Mundial de Radiocomunicações (CMR-23) são claras em relação ao futuro das novas redes e serviços de telecomunicações, baseando-se em mais espectro para tecnologia 5G avançada e 6G, maior cobertura de comunicações entre satélites e mais serviços que permitam melhor conectividade de internet. Ao todo foram 289 propostas regionais buscando o fim da brecha digital. A Inteligência Artificial (IA) na telemedicina permitirá um avanço no diagnóstico e tratamento de doenças, estas soluções permitirão também avançar não só em equidade digital, mas também no uso de tecnologia para beneficiar as populações mais distantes. O que o futuro nos reserva é poder contar com mecanismos de maior largura de banda para desenvolver sistemas de telemedicina e um acesso universal à atenção médica para garantir um acesso equitativo. (Vídeo completo)

  • Marco Batén – superintendente de telecomunicações – SIT – Guatemala

O governo e as entidades realizaram um trabalho conjunto, levando a Guatemala a um salto quântico tecnológico que os levou à transformação digital esperada, entre as coisas que se buscaram, está a liberação de espectro, o reordenamento de bandas para leiloar frequências destinadas a 5G e, para finalizar, foi um dos primeiros países que permitiu a entrada mais rápida de serviços de satélite. É por isso que, no ano de 2023, foram realizados 2 leilões para melhor explorar a conectividade. Para complementar o avanço, realizou-se a modificação da Lei Geral de Telecomunicações, conseguindo uma arrecadação de 75% nos leilões realizados que será transferido para o Plano Nacional de Conectividade Digital. Tem-se como prioridade conectar os setores de saúde, educação e governo, tudo com o fim de mitigar a brecha digital. (Vídeo completo)

  • Cinthya Arias Leitón – presidente do Conselho, Sutel – Costa Rica

O mundo tornou-se digital, as tecnologias e os dados são invenções por si mesmas, mas também impulsionam a inovação em uma ampla gama de setores. A Costa Rica tem uma penetração de banda larga fixa crescente de 44% e de banda larga móvel de 49%, há pontos onde é necessário melhorar para aproveitar os benefícios da digitalização e as oportunidades que este ecossistema cria. O papel do regulador deve ser facilitador, eliminando barreiras existentes e promovendo o investimento. É necessário romper com esquemas regulatórios tradicionais unidirecionais para impulsionar a inovação, conseguindo assim a adoção de esquemas flexíveis que não restrinjam o processo evolutivo dos setores, sendo ágil, de vanguarda e adaptável. (Vídeo completo)

  • Carlos Lugo Silva – Oficial para as Américas, União Internacional de Telecomunicações (UIT)

O futuro da regulamentação digital é um dos temas que mais preocupa o setor de telecomunicações, razão pela qual a União Internacional de Telecomunicações (UIT), tem realizado diversos estudos sobre o comportamento das tecnologias e todas as suas implicações. Entre estes, foi publicado o Índice de Desenvolvimento das TIC, que serve para medir o desenvolvimento digital através de um indicador composto, tomando a conectividade universal e significativa, ou seja, o acesso universal à Internet como um recurso adequado nas residências, nos serviços governamentais e nas empresas, quebrando paradigmas e pensamentos na regulamentação digital como um todo, que continua a evoluir, o que requer revisões internas nos marcos regulatórios, isso implica desenvolver uma linguagem comum para poder chegar a acordos, sendo esse o principal insumo para ter mercados digitais desenvolvidos e sólidos. (Vídeo completo)

  • Lizania Pérez – secretária executiva, Comtelca

A Inteligência Artificial (IA) compreende um conjunto de tecnologias que, por sua vez, têm sistemas adaptativos de aprendizado autônomo. O futuro das telecomunicações tem a capacidade de proporcionar avanços em relação ao cumprimento de todos os objetivos de desenvolvimento sustentável. As vantagens de todos esses avanços tecnológicos são: a otimização de processos e produtos, procedimentos comerciais, análise de informação, automação de tarefas rotineiras, desenvolvimento de novos produtos e serviços e melhora na prestação de serviços. Os marcos políticos e normativos sobre IA estão em fase inicial preparatória, deve haver políticas que estejam relacionadas com a prestação de contas e assuntos semelhantes, qualidade, proteção e privacidade de dados. A realidade virtual e a inteligência artificial apresentam grandes benefícios neste mundo conectado. (Vídeo completo)

  • Johanna Escobar – gerente geral, Liberty – Costa Rica

Costa Rica é um dos menores países da América Latina em termos de tamanho, mas com uma população de 5.3 milhões de habitantes, atualmente tem indicadores macroeconômicos muito favoráveis para o investimento, devido ao seu crescimento estável nos últimos anos, com taxas de crescimento anual que oscilaram entre 2% e 3% em média, sendo impulsionado pelos setores de turismo, agricultura, tecnologia, entre outros. Devido a isso enfrenta desafios em termos de acesso equitativo e qualidade de serviços, sobretudo em áreas remotas e afastadas dos centros urbanos. Requer-se uma melhoria da infraestrutura de telecomunicações e acesso à Internet. Na implementação da tecnologia 5G apresentaram-se atrasos importantes devido ao processo de leilão, as operadoras encontram-se em testes experimentais. Na Liberty desenvolvemos modelos de uso em educação e robótica, e contamos com redes que estão prontas para o próximo passo. A capacidade de investimento para a próxima década será um desafio para fechar as lacunas digitais existentes, que devem estar acompanhadas de uma mudança no marco regulatório e nas políticas públicas. (Vídeo completo)

  • Painel 4, moderadora: Saraí Rojas, diretora da Conecta YA Honduras, Painelistas: Sonia Agnese, analista principal para América Latina da OMDIA, Edwin Estrada, Of Counsel TMT, Écija Legal e Eduardo Tude, presidente, Consultoria Teleco

Nos países da América Latina há uma problemática latente identificada na falta de conexão em zonas rurais, esta deve ser combatida por parte dos governos facilitando o acesso e impulsionando a oferta e a demanda com a infraestrutura necessária. É notável a baixa qualidade das redes fixas, já que não contam com velocidades suficientes para acessar serviços e redes móveis com atraso na adoção da 4G. Espera-se que com o leilão da 5G mais operadores regionais tenham um avanço na alocação das frequências disponíveis. Exemplo a seguir entre os países é o da Costa Rica, onde o governo construiu uma lei que propicia o desdobramento de infraestrutura e serviços para a conectividade. Contam com um regulador independente e um fundo de acesso e serviço universal protegido, o qual é um denominador comum que quebra barreiras ao desdobramento de infraestrutura de telecomunicações, sendo a forma ideal de regular. Isso deve ir de mãos dadas com uma atualização das regulações que estão obsoletas, uma criação de marcos regulatórios que impulsionem investimentos e estratégias como o compartilhamento de infraestrutura para promover a tecnologia 5G. (Vídeo completo)

  • Moderador: José Otero, vice-presidente da 5G Americas. Painelistas: Lorena Torres, consultora sênior, BlueNote Management, René Bustillo, especialista sênior em telecomunicações, IFC e Bruno do Amaral, analista de pesquisa TMT LATAM, S&P Global Market Intelligence

Para marcar as tendências do futuro das telecomunicações e a adoção de novos serviços nas diferentes regiões é importante contar com informação clara de conectividade, tendo análises pontuais em unidades geográficas menores, conhecendo o lugar de localização dos usuários e quais são as suas condições, e o tipo de serviços e infraestrutura que possuem. A tecnologia 5G é considerada como a resposta para a conectividade sem tomar em conta as necessidades de espectro requeridas para sua implantação, acompanhada de marcos regulatórios que permitam compartilhar infraestrutura, ter uma agenda digital inclusiva e políticas coerentes com objetivos focados nesses projetos. Atualmente não existe um modelo de negócio para novas operadoras que se baseie somente em 5G, requer-se contar com uma plataforma para expandir regulações sobre compartilhamento de infraestrutura ou de operadoras virtuais. Mais além das soluções diretas de acesso à Internet com satélites de órbita baixa, na região vêm-se fazendo testes pontuais para backhaul de redes móveis como LTE que são um desafio tecnológico. É necessário considerar que para alcançar os objetivos de conectividade há uma participação de distintos atores, que estão perto dos usuários e isso permite saber as necessidades, sendo vital para construir indicadores por meio da vontade política. Nos países da América Latina, as conexões de banda larga fixa e móvel têm uma dispersão e variação enorme, por isso esses serviços devem ser medidos na qualidade de serviço, disponibilidade de diferentes tecnologias, habilidades digitais, velocidades, número de conexões e de usuários. Então, a análise deve transcender a saber quão bem ou mal se encontra um país em termos de conectividade em telecomunicações, sendo específicos nos indicadores que se vão ter em conta para medir e poder tomar melhores decisões. Também deve-se ter em conta o uso da 5G e como será promovido nas regiões, para isso deve-se ter um marco regulatório e uma ampla quantidade de espectro, já que sem isso não existirá um plano de negócios que suporte o choque da realidade para a implementação e seria uma pena que acabe sendo uma ferramenta exclusiva para os usuários que podem pagar por esta tecnologia. (Vídeo completo)

  • Marcelo Ruiz – diretor de consultoria para AL em Tecnologias e Telecom, Frost & Sullivan

O metaverso é uma rede interconectada de um ambiente mundos em terceira dimensão simulados em que os usuários têm uma sensação de presença social e consciência espacial, onde podem participar em uma amplitude de atividades de economia virtual, esta tecnologia cobre vários aspectos tais como o sem limite de terceira dimensão, a realidade espacial aumentada, a virtualidade, o hiper-realismo, a interconexão, a imersão e a inteligência artificial, posicionando-se em uma tendência importante não só para as teles mas também para a indústria de telecomunicações e tecnologia, nos próximos anos. Segundo um dos estudos realizados pela Frost & Sullivan, os principais benefícios do Metaverso são: a melhoria na experiência ao cliente, o impulso aos esforços de marketing digital e a implementação de novos canais de venda, entre outros. Apenas 25% dos operadores de telecomunicações no mundo estão capitalizando com eficácia as oportunidades atuais do Metaverso. Na América Latina esse percentual é muito baixo, não chega a 5%, o principal papel das empresas nessas regiões frente ao Metaverso é que preferem adotar uma atitude de expectativa para ver como funciona esta tecnologia ou ser fornecedores de infraestrutura. (Vídeo completo)

  • Peter Wood – Senior Research Analyst – TeleGeography

Ter o mundo inteiro conectado é algo que se considerava mesmo antes da pandemia. A demanda sempre tem crescido nas diferentes regiões, entre 2018 e 2022 houve um crescimento de 36% na largura de banda internacional utilizada. Na América Latina o desdobramento de infraestrutura vai ligado à demanda por novos cabos. O Brasil tem 3 pontos principais de conexão internacional: São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza, consolidando-se como líder nas regiões em termos de conexão e em novas tecnologias, mas a geografia de uso é desigual e por isso não há conexão estável nas periferias. (Vídeo completo)