A Banda Larga Móvel como chave para o crescimento mundial do acesso à Internet segundo a UIT

A União Internacional de Telecomunicações (UIT) apresentou uma nova edição do relatório “Measuring the Information Society”, que reflete a forma como avançaram em níveis globais e regionais as Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC). O objetivo do relatório é estimular o debate dos países membros sobre as políticas necessárias para o setor.

Uma das ferramentas que mostra o relatório e que permite este tipo de comparação é o Índice de Desenvolvimento das TIC (IDI). Ele permite monitorar o progresso de 192 membros até a sociedade da informação.

O relatório compara o IDI de 2017 com o dos anos anteriores e evidencia um crescimento sustentável na disponibilidade das comunicações a partir da maior adoção da telefonia e da banda larga móvel.

Entre os destaques, o relatório ressalta o rápido crescimento da banda larga móvel a nível global, reforçando que a penetração deste tipo de serviços superou 50% no que se refere aos habitantes. A partir disso, alcança um melhor acesso à Internet e serviços com assinatura por parte da população, em particular ele destaca ainda a adoção de novas tecnologias LTE.

Segundo o estudo, os países que se encontram na parte superior da distribuição do IDI contam também com altos níveis de prosperidade econômica, alfabetização e outras habilidades que permite aos cidadãos aproveitar ao máximo o acesso às comunicações. Vale ressaltar que o valor médio para todas as economias no índice aumento 0,18 pontos entre o IDI de 2016 e de 2017, alcançando 5,11 pontos.

Na região das Américas existem registros diversos no que se refere ao IDI: os países do Norte possuem grande desenvolvimento, enquanto que o México e a América do Sul possuem desenvolvimentos médios. Já América Central e Caribe com pequenos desenvolvimentos. De todo modo, observa-se uma melhora anual de 0,20 pontos pela média a nível global. Assim, reforça-se que as melhorias mais significativas nas Américas se deram na América Latina e no Caribe.

Enquanto isso, os Estados Unidos e o Canadá aparecem como os países que lideram no ranking da região. Ambos os mercados estão entre os primeiros 30 a nível mundial. Ainda que outros mercados: Barbados, São Cristóvão e Neves, e Uruguai também estão dentro dos países bem localizados no globo. A maioria dos países da região concentram-se dentro das médias de classificação mundial, melhorando todos os seus índices IDI. As exceções são Cuba e Haiti, que estão nas posições 137 e 168 respectivamente, entre os menos avançados.

Nas Américas, o aumento mais dinâmico ocorreu com os indicados de assinaturas de banda larga móvel. Em mercados como o Haiti, cuja pontuação aumento de 0,10 assinaturas por 100 habitantes no IDI 2016 para 10,29 assinaturas no IDI 2017. Outros mercados que também experimentaram crescimentos altos foram: Nicarágua, Bolívia, Trindade e Tobago e El Salvador. Por sua vez, as taxas de crescimento para as assinaturas de banda larga fixa se destacaram: Cuba, Nicarágua e Bolívia, que vinham de posições muito baixas no IDI 2016.

Dessa forma, os países que mais avançaram no IDI de 2016 ao IDI de 2017 foram Bolívia, Nicarágua, Uruguai e Granada. As experiências da Bolívia e Nicarágua são similares, ambos os mercados foram incentivados pelo crescimento da banda larga móvel, assim como também contaram com alto número de assinaturas celulares móveis, banda larga de internet internacional e matrícula secundária, o que os levou a experimentar um crescimento substancial nos valores do subíndice de uso, em 41% no primeiro e em 73% no segundo.

Contudo, o relatório reforça que os desenvolvimentos de banda larga móvel na Bolívia e na Nicarágua foram fundamentais para incentivar o crescimento no que se refere aos usuários de Internet. Também destaca que o primeiro mercado melhorou significativamente em espaços com um computador, enquanto que o segundo deles melhorou suas assinaturas em telefonia celular.

Para que estes índices mantenham um crescimento é necessário que exista uma colaboração de políticas governamentais tendentes a aumentar a conectividade no mercado. Como pode-se observar a banda larga sem fio foi o grande motor do último ano e tende a seguir sendo o futuro imediato. Por isso, é fundamental que se criem condições para que siga desenvolvendo-se, entre elas a disponibilidade de espectro radioelétrico para este tipo de serviço.

Também são necessárias as estratégias que busquem simplificar a construção de redes de telecomunicações. A possibilidade de que a indústria possa desenvolver suas redes de maneira simples e com velocidade é importante no momento de aumentar a cobertura dos serviços. Assim como as políticas tendem a reduzir os impostos sobre os elementos que confirmam a infraestrutura de serviços e os dispositivos de acesso.

As notícias que provém da UIT mostram que as redes de banda larga móvel confirmam o crescimento da conectividade no setor. As autoridades governamentais devem tomar nota disso e assumir políticas para que estas tecnologias permitam acessar as primeiras posições a nível mundial.

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