5G Americas organiza o maior encontro de mulheres especialistas em TIC na América Latina e Caribe

#CoberturaEspecial – Uma das formas de aumentar o desenvolvimento das tecnologias da informação e comunicação (TIC) na região é a criação de espaços para debates e troca de conhecimento. Esses encontros funcionam para reduzir as brechas existentes não apenas em termos de conectividade, mas também em outros aspectos, como as de gênero.

Nesse sentido, a 5G Americas realizou o encontro virtual de Especialistas em TIC “Conectividade na América Latina e Caribe”. Mais de 50 mulheres especialistas em TIC participaram do evento, representando países como Argentina, Brasil, México, Colômbia, Chile, Peru, Uruguai, Equador, Porto Rico, Panamá, República Dominicana, Venezuela, Honduras, Costa Rica, Guatemala, Jamaica, Trindade e Tobago, Suriname e Espanha. O principal objetivo da empresa foi promover a participação das mulheres na discussão de políticas públicas de telecomunicações.

O encontro foi transmitido ao vivo de 15 a 18 de agosto pelo Brecha Zero e pelo canal do YouTube da 5G Americas CALA. Durante esses dias, foram realizadas 45 conferências com a participação de mulheres representantes de governos, empresas líderes fornecedoras de serviços de telecomunicações, organizações do setor, analistas e jornalistas especializadas em telecomunicações. Entre os principais temas discutidos estavam a situação da Colômbia, a transformação digital para os cidadãos e um dia dedicado exclusivamente ao Caribe.

A abertura ficou por conta do organizador do evento, José Otero, vice-presidente da 5G Americas para a América Latina e o Caribe, que destacou que este é o maior congresso de mulheres especialistas em TIC organizado nas Américas, apresentando 50 especialistas de 3 continentes e cerca de 20 países, com o objetivo de dar voz a diferentes perspectivas de uma região diversa. Ele ressaltou que o evento não apenas reafirma que “existem experts mulheres, mas também busca dar visibilidade a elas”.

No primeiro dia, mais de 10 especialistas em telecomunicações ofereceram diferentes visões sobre conectividade e o desenvolvimento da 5G. Além disso, contribuíram com diferentes visões sobre como reduzir a lacuna de gênero. Essas especialistas são da academia, da indústria, analistas de mercado e integrantes do governo, e ofereceram uma visão regional e local sobre como ampliar a digitalização dos países.

A primeira apresentação foi feita por Nathalia Lobo, diretora do departamento de Política Setorial, do Mcom do Brasil, com o título “Conectividade e Transformação Digital no Brasil”. Em seguida, Lorely Ochoa, diretora de Desenvolvimento de Telecomunicações e Radiodifusão do IFT, falou sobre “Focalização de estratégias de conectividade no México” e Ana Valero, diretora de Política Regulatória para a Telefónica Hispanoamérica, com uma palestra intitulada “Um novo modelo para o desenvolvimento digital”.

Também participaram do primeiro dia: Mercedes Aramendia, presidente da Ursec, com “A transformação e o ecossistema digital no Uruguai”; Alicia Bañuelos, ministra de Ciência e Tecnologia do Governo de San Luis, “O desenvolvimento digital de San Luis”; Virginia Nakagawa, diretora da Nakagawa Consultores, “5G no Peru: Reorganização e Banda 6GHz”; Carolina Limbatto, chefe para as Américas da Cullen International, “Tendências e inovação em conectividade na América Latina e Caribe”; Jacqueline Lopes, diretora de relações institucionais da LATAM South na Ericsson, “Perspectivas da 5G no Brasil”; Judith Azcunes, gerente sênior de projetos de tecnologia da GSMA North America, “Reduzindo a brecha de gênero em tecnologia”; Myrna Lira, AVP de Technology Commercialization na AT&T, “México: Avanços e desafios da infraestrutura de redes 5G”; e Guadalupe Michaca, diretora geral da Consumo TIC.

No segundo dia, foram abordados aspectos regulatórios, estratégias e outros temas importantes. Também foi discutida a conectividade na região sob a perspectiva da cocriação, transformação e regulação. Além disso, foi destacada a importância de conectar a população para pensar em uma região economicamente competitiva e no desenvolvimento da conectividade para a América Latina e o Caribe.

Neste dia estiveram presentes: Miriam Aquino, diretora executiva da Momento Editorial/TeleSíntese; Lucrecia Corvalan, diretora de Políticas Públicas para a América Latina na GSMA, “Conectividade na América Latina e Caribe”; Sindey Bernal, vice-ministra de Transformação Digital do MINTIC da Colômbia, “Conectar para cocriar e transformar”; Paola Bonilla, comissária de Comunicações da CRC, “Aspectos regulatórios que promovem a conectividade na Colômbia”; Viviana Vanegas, diretora de Desenvolvimento Digital do DNP da Colômbia, “Apostas estratégicas para conectividade 2022-2026 – Colômbia”; Sandra Urrutia, ex-ministra do MINTIC e consultora, “Conectar os não conectados”; Natalia Guerra, diretora de Assuntos Públicos, Regulatórios e Atacado – Telefónica Colômbia, “Rumo a um novo modelo de desenvolvimento digital”; Martha Suárez, presidente de Dynamic Spectrum Alliance da DSA, “WISPs e seu papel na conectividade rural”; Lorena Torres, consultora sênior da BlueNote Management Consulting, “Redução da brecha de conectividade. Desafios e oportunidades na América Latina”; Claudia Hochman, consultora de TIC da Frost & Sullivan, “O dilema da experiência do funcionário no ambiente híbrido. Como potencializá-la?”; Patricia Carreño, vice-ministra de Comunicações do MTC do Peru, “Canon por cobertura 2.0: conectando mais peruanos”; Milene Franco Pereira, gerente sênior de relações governamentais para a América Latina da Qualcomm, “Um Mundo Conectado”; Geraldine González, consultora especializada em Regulação de Telecomunicações da Konsistenz, “Chile: Conectividade e Institucionalidade”; Jackeline Carvalho, publisher do Portal IPNews.

O terceiro dia contou com o painel “Transformação Digital Cidadã”, onde foram abordados os desafios da transformação digital enfrentados pelos países da região, considerando as brechas de acesso, socioeconômicas, de alfabetização digital e de gênero. O painel foi moderado por Noelia Tellez, editora adjunta do TeleSemana.com, e contou com a participação de: Tina Lu, analista sênior da CounterPoint Research, Saraí Rojas, diretora – jornalista especializada em telecomunicações, e Belén Carrillo, consultora de TIC.

Durante o terceiro dia, também foi possível ouvir especialistas que abordaram temas de conectividade e transformação digital, a partir das perspectivas de experts do México, Brasil, Equador e Costa Rica. Contando com a participação de: Ana Paula Lobo, diretora/editora da Convergência Digital; Paula Bogantes, ministra de Ciência, Tecnologia e Telecomunicações (MICITT), “Caminho percorrido rumo a uma conectividade total na Costa Rica”; Vanessa Copetti, especialista em regulação de Telecom da ANATEL, “Conectividade Significativa & Segurança Cibernética: A experiência da Anatel”; Salma Jalife, presidente do Centro México Digital, “A Transformação Digital como estratégia para a Cooperação Internacional”; Vianna Maino, ministra de Telecomunicações e Sociedade da Informação, “Experiência equatoriana em matéria de conectividade e transformação digital”; Ana de Saracho, diretora de Assuntos Públicos, Regulação e Atacado da Telefónica México, “Parcerias para Conectar. Uma fórmula para a redução da brecha digital”; Elizabeth Bravo, diretora Global de Desenvolvimento de Negócios de Redes Neutras da Nokia, “Redes neutras e seu impacto na implantação de redes 5G”; Corina Gómez, diretora executiva da Idicam do Chile, “Infraestrutura digital como grande habilitador para o desenvolvimento”; Valeria Castro Obando, pesquisadora PROSIC da Universidade da Costa Rica, “Avanços da conectividade na Costa Rica”; Eulalia Marin, analista principal da Analysys Mason, “eSIM: desafios e oportunidades para as operadoras”; Ingrid García, coordenadora da área internacional do SIT Guatemala, “Considerações-chave para falar de conectividade na região”; Sandra Rodríguez, diretora da Jentel.mx.

O quarto dia teve foco no Caribe, uma região da qual a América Latina tem muito a aprender através do diálogo entre diferentes atores da indústria em prol de um interesse comum. Alguns dos temas principais foram os detalhes de como a conectividade foi impulsionada por meio de políticas públicas na República Dominicana, os esforços para reduzir a brecha digital na Jamaica e pautas como a cibersegurança.

Os palestrantes do último dia foram: Marcela Mendoza, jornalista do Computerweekly e eBIZ Noticias; Francola John, especialista em engajamento de stakeholders da CTU, “Advancing Gender Equality in the Caribbean: Integrating Parity and Mainstreaming into National ICT Agendas”; Julissa Cruz, diretora executiva da Indotel, “Políticas públicas integradas para alcançar a transformação digital”; Maria Myers-Hamilton, Diretora Executiva da Autoridade de Gerenciamento de Espectro da SMA, “Empowering Digital Horizons: Pioneering Connectivity in Latin America and the Caribbean”; Kim I. Mallalieu, vice-presidente do Conselho da TATT, “An Holistic Approach to Addressing Connectivity Gaps in Trinidad and Tobago”; Cynthia Reddock-Downes, CEO da Autoridade de Telecomunicações de Trinidad e Tobago (TATT), “Trinidad and Tobago’s Approach to Enable Digital Transformation”; Wendy Jap-A-Joe, diretora interina da Autoridade de Telecomunicações do Suriname (TAS), “Connectivity in Suriname in underserved areas”; Rosario Veras, Head of Digital Inclusion na Cable & Wireless, “Um caminho de propósito e crescimento através da internet de banda larga”; Nannette Martínez, ex-diretora executiva do Serviço de Inovação e Tecnologia de Porto Rico (PRITS), “Cibersegurança na era do 5G”; Vivian Peña Izquierdo, presidente do Comitê de Tecnologia e Inovação da AMCHAMDR, “Conectando Sonhos: Explorando a importância vital do acesso à Internet na América Latina”; María Waleska Álvarez, presidente da Acción Empresarial por la Educación (Educa), “A tecnologia e sua incidência nos processos educativos. Sem comentários”.

O encerramento dos eventos ficou a cargo de Andrea Catalano, editora-chefe do TeleSemana.com, que destacou que foram quatro dias intensos de seminários que possibilitaram demonstrar que a América Latina e o Caribe contam com diversas mulheres especialistas no setor de TIC. Ela ressaltou também a importância da existência de espaços de discussão exclusivos para mulheres, pois considera que eles permitem a penetração em novas áreas e a busca por riqueza na discussão e nas propostas. Por fim, afirmou que o encontro é uma prova contundente de que as mulheres podem contribuir em todos os níveis que as TIC e a sociedade requerem.