O mercado móvel do Chile apresenta condições para potencializar a entrada na economia digital em diversos setores da sociedade. Para poder potencializar a alta adoção em serviços de banda larga móvel que possui a população, é necessário que as autoridades coloquem à disposição das operadoras móveis maior quantidade de espectro radioelétrico de maneira rápida e efetiva.

O Chile conta com uma alta penetração de serviços de banda larga móvel, situação que permite que os distintos setores da economia aproveitem a tecnologia para potencializar sua produtividade. É necessário que as autoridades gerem na indústria as condições necessárias para investir no desenvolvimento da 5G. Assim descreve o estudo Mercado de Telecomunicações do Chile publicado pela 5G Americas que faz parte das séries de Estudos de Mercados na América Latina.

“O crescimento da 5G está ligado ao acesso por parte das operadoras ao espectro radioelétrico suficiente em frequências baixas, médias e altas. É por este motivo que é necessário um roteiro sobre as frequências que serão atribuídas aos provedores de serviços móveis durante os próximos anos, especialmente em um mercado como o Chile, que historicamente tem sido um dos líderes em inovação tecnológica da América Latina”, explicou Jose Otero, vice-presidente para América Latina e Caribe da 5G Americas.

Segundo dados da consultoria Ovum, o mercado de telefonia móvel do Chile totalizará 31,6 milhões de linhas até o final de 2022. Os acessos de banda larga móvel atingirão 31,3 milhões, ou 99% do total de linhas do mercado.

Em contrapartida, as normas destinadas à implantação de infraestrutura também são necessárias para a chegada da 5G. Um dos pontos importantes do regulamento é que o prazo para a emissão de qualquer das licenças necessárias não pode ser superior a sessenta dias, contados a partir da data de apresentação do requerimento. Neste contexto, embora a 4G e a 5G sejam heterogêneas, é necessário que existam estações de “macro”, e também uma malha de “small cells” para garantir a disponibilidade do serviço e atenção a mais tipos de conexão.

Outro ponto importante é a implantação de infraestrutura, tanto de fibra ótica quanto de antenas para serviços móveis, o que será essencial para que a 5G funcione corretamente. O Chile possui regulamentação para implantação de infraestrutura, Lei 20.599 denominada “Ley de Torres” (Lei das Antenas) que regula para os serviços de Telecomunicações, instalação de antenas emissoras e transmissoras.

O estudo também analisa as normas para a implementação de bloqueadores de sinais, o uso do serviço universal e a criação de sistemas de alerta antecipado. Todos esses tópicos são colocados em perspectiva das facilidades que a banda larga móvel apresenta para ajudar o mercado a entrar na economia digital.

O Estudo do Mercado de Telecomunicações do Chile publicado pela 5G Americas pode ser baixado aqui.