Entre as opções apresentadas pelos diferentes planos estratégicos que buscam aumentar o uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) na Educação, encontra-se a opção de conectar os diferentes estabelecimentos. Quando iniciativas deste tipo são realizadas no ensino superior, elas geralmente têm o objetivo de compartilhar informações e a possibilidade de gerar conhecimento científico para então melhorar as condições de desenvolvimento dos países.

Por meio de um acordo entre o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), e o Ministério da Educação (MEC) apresentado na cidade de Recife, implantou-se o programa Nordeste Conectado. Seu objetivo é levar uma rede de 100 Gbps de capacidade para conectar universidades e institutos de pesquisas federais da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP).

O plano de fibra óptica passará por 77 cidades de nove estados da região e também abre espaço para a intercomunicação das instituições estaduais de ensino superior e escolas públicas. No total, busca-se atender até 12.600 escolas públicas e beneficiar uma população de mais de 16.300 milhões de pessoas distribuídas por nove estados da região.

Da iniciativa Nordeste Conectado participam também o Ministério de Defesa, as Instituições de Redes Federais de Educação, as Secretarias Estaduais de Ciência, Tecnologia e Informação (CT&I) e provedores locais e regionais de Internet. Ou seja, trata-se de um projeto multisetorial que envolve diferentes propriedades.

A primeira fase de modernização da rede buscará conectar a partir do dia 23 de dezembro 39 campos e Institutos de pesquisa e Universidades Federais, que contarão inicialmente com uma velocidade mínima de 1 Gbps. Além de trabalhar no aumento de Backbone da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), o que beneficiará mais de 70 cidades, cuja população gira em torno dos 16 milhões de pessoas. O Nordeste Conectado tem a meta de preparar a rede acadêmica nacional para os próximos 20 anos.

A intercomunicação com as instituições de pesquisas estaduais será realizada por meio do Programa Veredas Novas, lançado em 2015 pelo MCTIC junto com o Conselho Nacional de Secretarias Estaduais para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação (Consecti). O objetivo é criar uma nova rede metropolitana e conectar mais de 40 instituições antes do final de 2018. Os estados participantes também poderão compartilhar a infraestrutura para apoiar a conexão de escolas públicas.

A iniciativa Nordeste Conectado é um investimento para o futuro do país. A rede vai possibilitar o desenvolvimento das novas tecnologias que vão gerar inovação e empregos para o futuro. O programa é fruto de uma cooperação técnica firmada entre o MEC, a RNO e o Ministério de Minas e Energia por meio da Companhia Hidroelétrica de São Francisco (Chesf) e o seu principal objetivo é o compartilhamento da infraestrutura óptica em toda a região nordeste, tendo como suporte as linhas de transmissão do Chesf.

Uma das metas do MEC com o programa é preparar a rede acadêmica nacional para os próximos 20 anos. Além disso, o programa tem o objetivo de ampliar os acordos com provedores privados locais e regionais de Internet, que estenderão a capilaridade atual das fibras ópticas.

O MEC pretende apoiar os estados que possui estratégias de interiorização de suas redes para a educação, alcançando diretamente mais de 70 cidades. Os estados que participam do Veredas Novas do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação (MCTIC) poderá compartilhar a infraestrutura do Nordeste Conectado para suas políticas públicas, intercomunicando universidades, institutos superiores estatais e apoiando a conexão de escolas públicas.

A iniciativa de contar com uma rede de fibra de backbone que conecte as diferentes universidades e centros de pesquisa do Brasil é de suma importância para incentivar o compartilhamento de informação entre os diferentes estabelecimentos. A possibilidade de estar conectado permite que aumente o fluxo informativo entre eles, melhorando assim a colaboração e o trabalho em equipe e interdisciplinar.

Neste tipo de estratégia, a banda larga sem fio desempenhará um papel interessante para cobrir aquelas regiões distantes dos grandes centros urbanos. Ou seja, tecnologias como a LTE apresentam condições necessárias para poder ser complemento da rede principal de fibra que propõe a iniciativa, melhorando assim a possibilidade de inclusão de um maior número de instituições. As opções de conectividade por esta via melhorariam assim os objetivos iniciais do projeto, potencializando a quantidade de estabelecimentos conectados.

A iniciativa inicial do MEC de conectar suas instituições de educação superior e de pesquisa é importante no momento de gerar conhecimento no Brasil, potencializando dessa forma a Ciência e as TIC. Assim, uma rede baseada em fibra ofereceria alta capacidade de melhorar a comunicação entre estes estabelecimentos, no entanto a inclusão de banda larga sem fio poderia potencializar ainda mais a conectividade e melhorar assim a transmissão de conhecimento entre as universidades.