Correspondem ao espectro que pode ser utilizado para serviços móveis em bandas entre 1 e 6 GHz. Sua mescla de largura de banda e propagação de sinais as convertem em bandas instrumentais para massificar a banda larga móvel e a transição para a 5G.

As bandas de espectro em alcance médio, aptas para serviços móveis, oferecem um balanço entre cobertura e capacidade de transmissão de dados, e estão contribuindo para o desenvolvimento da banda larga móvel na América Latina, segundo explica o infográfico da 5G Americas. É importante que os países aloquem capacidade que possuem disponível em bandas médias e que planejem o uso de bandas pioneiras para a 5G neste alcance, como a de 3,5 GHz.

O espectro radioelétrico é vital para as telecomunicações móveis por ser um meio de propagação. Conforme o uso da banda larga móvel aumenta, as operadoras de rede requerem acesso não apenas a mais quantidade de espectro, mas para a capacidade que se encontra em distintos tipos de banda, de modo a garantir condições de serviço que vão desde cobertura até velocidades de download de dados.

De maneira simplificada, as bandas de frequência mais baixas (700 MHz, 850 MHz) permitem uma propagação mais ampla de sinais e chega a interiores. As bandas altas consideradas para a 5G (26 GHz, 28 GHz) têm maior largura de banda que permitirão maiores velocidades de transmissão de dados, no entanto contam com menor alcance. As bandas médias como de 2,5 GHz ou 1,9 GHz apontam uma mescla dessas propriedades e oferecem um balanço para o desenvolvimento de serviços móveis.

As redes 5G necessitam utilizar espectro baixo, médio e alto para permitir o desenvolvimento de casos de uso, como a Internet das coisas massivo (IoT) para indústria e cidades inteligentes, a banda larga melhorada e comunicações de muito baixa latência. É desejável que as administrações desenvolvam políticas de espectro que fomentem o acesso ao espectro em todos esses alcances.

Na América Latina, todavia, existem países que não estão alocando a totalidade ou parte das bandas como AWS (1,7/2,1 GHz) ou 2,5 GHz que já possuem amplos ecossistemas de equipamentos. Por exemplo, oito mercados ainda não alocam a banda de 2,5 GHz apesar de ser uma das que possui umas das maiores diversidades de equipamentos LTE compatíveis. Alocar capacidade em bandas em uso 1,9 GHz, AWS (nos países que se adotou) e 2,5 GHz é importante para incentivar o desenvolvimento de serviços móveis em curto prazo.

As bandas de 2,3 GHz devem incluir-se entre as bandas de espectro médio. A banda de 2,3 GHz é considerada pela maior parte dos países da América Latina como mais espectro para banda larga móvel, mas poucos países (Brasil e Peru) tem anunciado licitações. A banda de 3,5 GHz tem potencial para ser uma banda pioneira da 5G na região, mas em alguns países pode ser necessário um rearranjo parcial, devido às alocações que aconteceram anteriormente para outros tipos de serviços fixos.