Cobertura Especial Futurecom 2019 – Os debates e discussões que surgem em torno do setor de telecomunicações são apresentados diante dos desafios que as novas tecnologias apresentarão no futuro. A implementação de uma economia digital é uma das questões mais relevantes em diferentes setores da sociedade e, dentro dela, a conectividade desempenhará um papel de liderança, onde a 5G será a participante chave.

Essas discussões ocorreram em uma nova edição do Futurecom, realizada em São Paulo, Brasil, nos dias 28 e 31 de outubro de 2019. O congresso teve um grande número de debates típicos do mercado brasileiro, embora tivesse espaço para uma visão regional. Da mesma forma, diferentes iniciativas associadas à Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial (AI) e Big Data foram conhecidas na feira que ocorre simultaneamente.

A implementação da 5G foi associada aos benefícios que poderia gerar nos diferentes mercados verticais. A tecnologia de acesso é apresentada como uma viabilidade da nova economia digital. Existe um consenso sobre a necessidade de adotar a 5G como uma ferramenta de conectividade para aumentar a produtividade dos diferentes mercados que compõem a economia da região. Além de realizar diferentes benefícios para a sociedade, fundamentalmente associados à educação e à saúde.

Houve também uma coincidência na importância de desenvolver condições regulatórias que possam melhorar o avanço da tecnologia. Também foi destacada a necessidade de ambientes competitivos adequados para aprimorar a conectividade. Dentro dessa estrutura, foi aprofundada a importância de adaptar os regulamentos a um novo ambiente de plataforma de serviço; isto é, foi regulamentada modernizando a visão dos reguladores em relação ao novo ambiente competitivo.

A disponibilidade do espectro radioelétrico também foi uma discussão importante nos vários debates. No caso daqueles focados no Brasil, a licitação da banda de 3,5 GHz ganhou uma maior preponderância. Em termos gerais, os representantes da indústria concordaram que ela não deveria ter fins arrecadatórios, além de enfatizar a importância de ter blocos de grande espectro de mega-hertz (MHz) para que a 5G tenha um desenvolvimento saudável. Visão também compartilhada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), cujo objetivo é privilegiar as metas de cobertura de serviços.

Por outro lado, enfatizou-se que o mercado ainda tem espaço para crescer nas redes LTE, tanto regionalmente quanto no Brasil. Nesse contexto, houve consenso de que essa tecnologia ainda tem espaço para crescer na nova economia digital, melhorando as condições de vida dos habitantes por meio de diferentes iniciativas em setores verticais.

Na feira, destacaram-se as iniciativas associadas à robótica, Inteligência Artificial e Internet das Coisas. A aplicação desta última tecnologia em mercados verticais, principalmente em setores como a agricultura, esteve presente como um exemplo dos benefícios que a tecnologia pode proporcionar. Embora as primeiras abordagens sejam conhecidas em termos de IA e robótica na região, com alguns protótipos que abordam um futuro que parecia distante.

Em resumo, as discussões que ocorreram no Futurecom mostraram que a 5G será o gatilho da conectividade para impulsionar a nova economia digital na região. No entanto, exige a criação das condições necessárias pelas autoridades reguladoras para maximizar o potencial da tecnologia, particularmente em termos de espectro e competitividade de mercado.