A incorporação das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) apresentam uma oportunidade para o trabalho das autoridades na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos. Em iniciativas como esta, encontram-se as cidades inteligentes, conceito que está alinhado com o propósito dos planos de conectividade que podem implicar positivamente nas áreas da saúde, educação e trabalho, através da incorporação da tecnologia.

Neste sentido, o Ministerio de Ciencia, Tecnología y Telecomunicaciones (MICITT) da Costa Rica realizou o “Primeiro Índice de Cidades Inteligentes da Costa Rica (ICI)”. O objetivo da carteira é transformar o país em uma sociedade conectada a partir de um foco inclusivo de acesso, uso e apropriação das TIC de forma segura, responsável e produtiva.

Além disso, o Ministério realizou uma oficina sobre Cidades Inteligentes em conjunto com o Centro de Estudos Avançados em Banda Larga Sem Fio para o Desenvolvimento. Este encontro foi dirigido aos governos locais com o objetivo de fortalecer as capacidades para o desenvolvimento das cidades inteligentes na Costa Rica.

A construção do ICI realizou-se por meio da informação que obteve a Caja Costarricense del Seguro Social (CCSS), o Ministerio de Educación Pública (MEP), o Ministério de Economía, Industria y Comercio (MEIC), o Ministerio de Seguridad (MSP), a Contraloría General de la República (CGR), o Tribunal Supremo de Elecciones (TSE), o Instituto Nacional de Estadística y Censos (INEC) de cerda de 81 municípios. Os dados coletados correspondem a dezembro do ano de 2016.

Trata-se da primeira medição deste tipo realizada na Costa Rica. Na pesquisa, complementaram e analisaram 6 componentes e 21 indicadores, a partir deles, chegou-se a uma abordagem da digitalização que possui cada município. Para chegar às conclusões utilizou-se um modelo onde as questões foram ponderadas de forma qualitativas e quantitativas, predominando o componente descritivo.

Por meio deste mecanismo podem identificar os esforços realizados em cada um dos municípios no que se refere a inovação e incorporação de TIC. Assim, permite analisar de que maneira a tecnologia é utilizada para potencializar a inteligência territorial e solucionar problemas específicos.

Para esta primeira versão do ICI consideraram os componentes de inteligência no Governo, Educação e Infraestrutura com um peso relativo maior. O objetivo desta ponderação foi dar prioridade para a análise sobre o avanço da fase de digitalização em processos básicos de uma cidade, ainda que nas próximas edições irão incorporar mais indicadores. O índice interpreta usando o intervalo de 0 a 1, onde 0 é o mínimo e 1 é a pontuação máxima esperada.

O ranking foi encabeçado por San José, com uma pontuação de 0,54 seguido por Belén 0,43 e Cartago 0,36. No quarto posto ficou San Carlo com 0,35, logo Montes de Oca com 0,33. Muito próximo desses postos esteve Moravia e Heredia, ambas com 0,32 e La Unión com 0,31 e Curridabat com 0,31. Os primeiros dez postos encerraram com a presença de Mora, com 0,29.

A partir desta primeira medição, os responsáveis pelo desenvolvimento local dos municípios contaram com uma ferramenta a mais para consolidar seus projetos de cidades inteligentes. Desta forma podem melhorar a qualidade para os cidadãos por meio da implementação das TIC, o que torna projetos como este ainda mais atrativos.

Em termos gerais, a implementação das cidades inteligentes tende a melhorar diversos serviços oferecidos pelos municípios. Desde a qualidade de serviços de transporte, passando pela iluminação, o mobiliário urbano, até a abordagem com os responsáveis da gestão diária, as cidades inteligentes permitem uma evolução a favor do cidadão.

No entanto, para que este tipo de implementação seja positivo é necessária a colaboração das autoridades nacionais. Embora a implementação do ranking seja de grande ajuda enquanto guia, é também importante que se busque aumentar a conectividade dos cidadãos. Principalmente a que tem a ver com a banda larga móvel, já que permite aproveitar os benefícios ao longo de toda a cidade.

Neste sentido, é importante que se desenvolvam políticas que ponham à disposição espectro radioelétrico para serviços de banda larga sem fio. É necessário também que exista equidade no momento da entrega deste bem necessário para aumentar a conectividade. Outra das medidas importante é a criação de uma agenda que possibilite para a indústria ter previsibilidade sobre as futuras entregas de espectro.

Também é importante que se flexibilizem as demandas burocráticas no momento de instalar as redes de telecomunicações. Facilitando dessa forma a instalação de antenas e melhorando a cobertura de serviços. Ao mesmo tempo, também é necessário que se reduzam os impostos sobre os componentes de rede, assim como também sobre os dispositivos de acesso, já que possibilita que sejam mais acessíveis para os usuários.

Como pode-se observar, a criação de um ranking de cidades inteligentes é benéfica para que as autoridades possam entender em que trabalhar para aumentar a presença da tecnologia na sociedade. Ainda que esta medida deva ir acompanhada por outras tendentes a aumentar a conectividade, para que assim seja mais benéfica para os habitantes.