O mercado do Equador deve seguir aumentando os incentivos à indústria de banda larga móvel para poder aproveitar a revolução digital. Para isto, é importante o desenvolvimento de políticas que tendem a aumentar a disponibilidade de espectro radioelétrico para a indústria móvel, assim como outras estratégias que permitem aumentar a adoção da banda larga móvel.
O Equador deve realizar esforços para seguir na direção da revolução digital que já acontece no mundo. É importante que as autoridades mantenham o desenvolvimento de estratégias que tendem a incentivar a adoção de banda larga móvel no mercado para, dessa forma, poder aproveitar o crescimento regional da LTE e o futuro desenvolvimento da 5G. Assim reforça o estudo Mercado de Telecomunicações do Equador publicado pela 5G Americas e que pertence à Série de Estudos de Mercados na América Latina.

O relatório reforça que o mercado equatoriano contava com 15,7 milhões de linhas móveis em dezembro de 2018, de acordo com o Ministério de Telecomunicações e da Sociedade da Informação (MINTEL). Desse total, cerca de 9,15 milhões pertenciam aos serviços de internet móvel. Aumentar este último índice é uma meta desejável para seguir aprimorando as condições da economia digital neste país.

“A digitalização da economia precisa de colaboração entre o setor público e privado, que sirva para proporcionar os incentivos necessários para a adoção de serviços de banda móvel, tanto pelas pequenas e médias empresas (PMEs) como por todos os segmentos econômicos da população. Para mudar o Equador, é necessário que se desenvolvam politicas que tendem a aumentar a disponibilidade de espectro radioelétrico para a indústria móvel, assim como outras estratégias que permitam potencializar a adoção de banda larga móvel junto a população”, explicou Jose Otero, vice-presidente para América Latina e Caribe da 5G Americas.

O espectro radioelétrico é um dos aspectos chave para o desenvolvimento do setor. É importante que amplie a disponibilidade deste recurso fundamental para as comunicações sem fio. Para junho de 2019, o segmento de comunicações celulares contava com 290 MHz de espectro radioelétrico alocado, cifra que representava 14,8% da quantidade de espectro sugerida no ITU-RM 2078 para 2020.

É importante reforçar que com o desenvolvimento da 5G e Internet das Coisas (IoT), o mercado precisará de maiores quantidades de espectro radioelétrico disponíveis, o que potencializará as linhas no mercado.
O estudo também reflete as condições do Equador para o desenvolvimento de redes de telecomunicações. Descrevem a demandas regulatórias existentes para o desenvolvimento de uma rede, assim como também as normas que regem a instalação de bloqueadores nos centros penitenciários. Também descreve o uso dos serviços móveis nos sistemas de Alerta do Tempo no país.

O estudo Mercado de Telecomunicações do Equador, publicado pela 5G Americas, pode ser baixado aqui.